Mortos, comezainas e empresários de sucesso!!!!

"Não vais ao óbito do primo da nossa colega?"
"Ai, quem era o gajo? Afinal morreu!?"
"Ya, baza? Parece que lá servem bem! E vai lá estar TODA a gente"
"Porra! Vou chupar e m'enfardar até m'arrebentar!!!!"
A ostentação atingiu, aqui, os mais elevados e inimagináveis níveis do insólito.
Agora, nos óbitos da "gente fina" da terra, há serviço de protocolo para acompanhar governantes, políticos, empresários, etc.
Mas não é só; há também "biufé" com cardápio para uma escolha afinada e confortável.
As mesas e as cadeiras são ataviadas com cetins e laços de tule, muito em voga também em baptizados, bailes de debutantes, lançamentos de livros, palestras e, claro está, em famosos casamentos, onde o próprio carro (jipe ou limusine) se parece com a noiva, de tão "enfeitado".
Pois é verdade o que aqui digo. É "chic" contratar empresas que prestam (e se prestam a) este tipo de "serviços funerários" (ou de apoio funerário?). Negócio é negócio!
Poderia ainda falar das "tualétes" com direito a capelines, véus sobre o rosto, luvas pretas, saias travadas, decotes atrevidos (aqui o clima é tropical!...) e idas a cebeleireiro, não vá dar-se o caso de aparecer, pisando as campas alheias, um bom partido a não perder.
"Despachar" um ente querido em grande não era, afinal, um prática caprichosa e já perdida de antigos egípcios com a mania das grandezas. É agora um hábito não tradicional (fico sempre impressionada com os cetins e com os laços de tule a esconder cadeiras de plástico ou mobília 'espera condição'), mas muito "nosso", cujo contributo para uma certa identidade agora não interessa nada comentar! ;-)
Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs :-[
"Ai, quem era o gajo? Afinal morreu!?"
"Ya, baza? Parece que lá servem bem! E vai lá estar TODA a gente"
"Porra! Vou chupar e m'enfardar até m'arrebentar!!!!"
A ostentação atingiu, aqui, os mais elevados e inimagináveis níveis do insólito.
Agora, nos óbitos da "gente fina" da terra, há serviço de protocolo para acompanhar governantes, políticos, empresários, etc.
Mas não é só; há também "biufé" com cardápio para uma escolha afinada e confortável.
As mesas e as cadeiras são ataviadas com cetins e laços de tule, muito em voga também em baptizados, bailes de debutantes, lançamentos de livros, palestras e, claro está, em famosos casamentos, onde o próprio carro (jipe ou limusine) se parece com a noiva, de tão "enfeitado".
Pois é verdade o que aqui digo. É "chic" contratar empresas que prestam (e se prestam a) este tipo de "serviços funerários" (ou de apoio funerário?). Negócio é negócio!
Poderia ainda falar das "tualétes" com direito a capelines, véus sobre o rosto, luvas pretas, saias travadas, decotes atrevidos (aqui o clima é tropical!...) e idas a cebeleireiro, não vá dar-se o caso de aparecer, pisando as campas alheias, um bom partido a não perder.
"Despachar" um ente querido em grande não era, afinal, um prática caprichosa e já perdida de antigos egípcios com a mania das grandezas. É agora um hábito não tradicional (fico sempre impressionada com os cetins e com os laços de tule a esconder cadeiras de plástico ou mobília 'espera condição'), mas muito "nosso", cujo contributo para uma certa identidade agora não interessa nada comentar! ;-)
Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs :-[





3 Comentários:
God!
Já parece os filmes americanos... Só falta mesmo a banda a tocar!
afinal(rr)...
é só um comba refinado...
"cada um com oseu cada qual..."
e por aqui vamos subscrevendo petições e não perder a pose, afinal a situação nalguns lugares é dramática.e para desdramatizar, sem generalizar vamos continuar a acreditar,nos homens, no mundo!
Abraço!
"Não vais ao óbito do primo da nossa colega?"
"Ai, quem era o gajo? Afinal morreu!?"
"Ya, baza? Parece que lá servem bem! E vai lá estar TODA a gente"
"Porra! Vou chupar e m'enfardar até m'arrebentar!!!!"
Minha querida
Não imaginas como me faz bem ler-te.
Sentada com uns « peúgos» quentes, sinto vergonha e escondo-me de mim.
A cara fica quente não sei se o rubor é do que leio, se ainda efeitos de uma menopausa tardia. Mas levantas-me o ânimo e amenizas este exílio de opção onde passo como se fosse transparente pelas pessoas na rua onde ninguém me conhece nem nada aprendo.
De vez em quando, acho que me sacode um «sismo» interior quando ouço alguém dizer, eu «puze-os» ali.« Puze-os»… fica-me a bailar na mente! Porra que é isto? Mas não digo nada!
Depois chego a casa e vou à procura de algo que me conforte numa boa escrita e um estar próximo daqueles com quem se aprende.
Tu ajudas-me na resignação que tenho latente como uma ferida aberta sangrando no tempo. Com o que escreves, conforto-me e acho que aí também seria uma exilada.
Quando ouço dizerem-me onde te sentirias bem que nunca sabes o que queres…Tranquiliza-me a certeza que sei o que queria, mas nunca o que descreves.
Sem subserviência, mas com humildade a minha filha diz-me que não precisa de 4 pares de sapatos porque tem dois pés apenas! Acho que me sinto confortada porque o mundo tem uma geração que vai opor-se à ostentação e à utopia.
Relembro a tua imagem, tão simples e zangada comigo criticando o meu tabaco.
Não fumes M.!
Tu não precisas das «tuáletes», em ti está a projecção da mulher inteligente que Angola deveria trazer ao colo.
Que pena tenho do meu país! Porque tive a veleidade de pensar que seria diferente? Isso fica para mais tarde.
Mulemba
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