Domingo, Julho 27, 2008
Quarta-feira, Julho 23, 2008
Gira que gira, o meu pião...

... Foi quando uma pedra se desprendeu - 'sem quereres' - do teu estranho comportamento .
Não tive tempo de me concentrar no golpe que me enterrou, certeiro, um soco no estômago.
Já me tinhas derrubado - 'sem quereres' -.
Se eu - 'sem querer' - voltar a sonhar com cancros nos pulmões e se me voltares a dar a respirar o teu jeito meio fraco, não te admires que não ache graça.
Faço(-te) do coração um caleidoscópio onde te perderás numa alucinação de formas fraccionadas que jamais poderás organizar.
É a morte. Desculpa, (assim) será (mesmo) sem (eu) querer.
Sábado, Julho 19, 2008
Sexta-feira, Julho 18, 2008
Quinta-feira, Julho 17, 2008
Um presente

MÁSCARA PHWO
Caminha como um rio
Deslizando entre margens
No cabelo uma fita branca
Serena, nas mãos entrançadas
Uma velha caixa de madeira
Não vejo o rosto nem as lágrimas
Por trás da máscara Phwo
Vejo-lhe a alma
Dentro do corpo esguio
A vontade de abrir a caixa
Tirar todas as letras que contem
E de repente, febril
Tecer desesperadamente
Todos os vestidos e poemas
Antigos e futuros
Tecer apenas um
Capaz de atravessar desertos
Que atinja certeiro o alvo
Que se dissolva em paz.
(Obrigada, Henrique.)
Quarta-feira, Julho 16, 2008
Teta Landu, um assobio teu... (1948 - 2008)
O que se passa? Porque será que todos os que eu gosto desataram a morrer de repente? E a minha impotência a ajudar-me a ficar como se estivesse em frente ao mar a olhar; sem ver.Há três meses lá estavamos nós nas reuniões do júri do PNCA. Depois vais para França e nas SMSs que trocávamos só tinhas um pequeno problema que estava a ser resolvido. De repente deixas de responder às mensagens e partes???
E nós, os teus amigos?! Como é que fica??
Adeus...
Mas volta sempre que quiseres. "Assobia"; vamos saber que és tu.
Adeus...
Mas volta sempre que quiseres. "Assobia"; vamos saber que és tu.
Eras tão fixe!...
Notícia: Angop
Terça-feira, Julho 15, 2008
"Adeus"?

... E sem te virar as costas, iniciei a minha caminhada para longe.
Sobre os fragmentos de nós – e com os pés sulcados por todos os trilhos de inventada felicidade –, a coragem de prosseguir com os olhos gritando sangue em mudo desespero.
Lentamente, vou despindo sensações, marcas, desejos, esperanças e sonhos, inscritos na minha pele e descontroladamente alojados na minha memória.
O frio arrepia-me a alma escurecida pelo fogo que me ardeu até ao último sorriso. O corpo, agora em carne viva, esperar-te-á eternamente na tão desejada 'morte' que nunca conheceu.
Vejo-te chorando, mas imóvel. Esperas, como sempre, o tempo que para ti é infinito. Abandonado ao que está escrito e sem mudar o destino das palavras, ofereces-me um punhado de amor verdadeiro e de vontades quase estéreis.
Olho-te triste, impotente, sentindo-me só numa cruzada cega.
Qual a validade da palavra "Adeus"?
Sobre os fragmentos de nós – e com os pés sulcados por todos os trilhos de inventada felicidade –, a coragem de prosseguir com os olhos gritando sangue em mudo desespero.
Lentamente, vou despindo sensações, marcas, desejos, esperanças e sonhos, inscritos na minha pele e descontroladamente alojados na minha memória.
O frio arrepia-me a alma escurecida pelo fogo que me ardeu até ao último sorriso. O corpo, agora em carne viva, esperar-te-á eternamente na tão desejada 'morte' que nunca conheceu.
Vejo-te chorando, mas imóvel. Esperas, como sempre, o tempo que para ti é infinito. Abandonado ao que está escrito e sem mudar o destino das palavras, ofereces-me um punhado de amor verdadeiro e de vontades quase estéreis.
Olho-te triste, impotente, sentindo-me só numa cruzada cega.
Qual a validade da palavra "Adeus"?









