Um exemplo que não nos interessa
Que eu saiba, o Brasil não é um país europeu, mas também não tem complexos em assumir formas artísticas de génese europeia em processos importantes para a edificação da(s) sua(s) sociedade(s). Refiro-me ao caso concreto de projectos de inclusão social e recuperação de crianças e jovens que vivem em ambientes de crime ou outros, considerados marginais.
Desde a dança clássica (vulgo, ballet) ao ensino do violino, tudo interessa para garantir o desenvolvimento, a estabilidade emocional e até a formação desses jovens que vivem, na sua maioria, em favelas ou outros bairros problemáticos.
Já nós em Angola, preferimos oferecer outro tipo de 'luxos' aos nossos cidadãos. Estou a referir-me a klínikas de estêtika e a se-pás (não, não vou falar dos condomínios de luxo com jákuzi).
Bonito seria, esta malta que esbanja kumbu, dedicar-se a projectos sociais do calibre deste, cujos resultados nos deviam tocar. Mas nada!!!
"Vejam lá a palermice!!!! Putos das favelas, de origem africana a tocar violino!!!".
Enfim... com pensamentos destes, tarde será...
Ver aqui: Orquestra Criança Cidadã.













