Um presente

MÁSCARA PHWO
Caminha como um rio
Deslizando entre margens
No cabelo uma fita branca
Serena, nas mãos entrançadas
Uma velha caixa de madeira
Não vejo o rosto nem as lágrimas
Por trás da máscara Phwo
Vejo-lhe a alma
Dentro do corpo esguio
A vontade de abrir a caixa
Tirar todas as letras que contem
E de repente, febril
Tecer desesperadamente
Todos os vestidos e poemas
Antigos e futuros
Tecer apenas um
Capaz de atravessar desertos
Que atinja certeiro o alvo
Que se dissolva em paz.
(Obrigada, Henrique.)





1 Comentários:
Que lindo presente!
E merecido.
Um beijo professora 'Phwo' e os meus parabéns ao poeta.
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