Terça-feira, Outubro 30, 2007

Na "trazzeira" do kandongueiro XXI

Segunda-feira, Outubro 29, 2007

A língua portuguesa e as línguas africanas:

A cooperação necessária para uma estratégia de desenvolvimento sustentado e endógeno em Angola

Numa área correspondente a 1.246.700 Km², quase o tamanho da Europa Ocidental, se situa, na África Austral, Angola, com uma população constituída por diferentes grupos etnolinguísticos, maioritariamente, de origem bantu que, em diferentes períodos, a partir dos finais do século XV, passaram a estabelecer um contacto com a cultura e a língua portuguesa.

Ler o artigo completo aqui.

Domingo, Outubro 28, 2007

Prémio Nacional de Cultura e Artes 2007


Foram vencedores da Edição 2007 do Prémio Nacional de Cultura e Artes, a mais alta atribuição do Estado angolano, os seguintes criadores e colectivos:

- Literatura - Ana Paula Tavares com a obra "Manual para amantes desesperados"
- Música: Elias dya Kimuezu, pela sua carreira
- Teatro: Grupo "Horizonte Njinga Mbandi"
- Dança: Grupo "Bismas das Acácias", da província de Benguela
- Cinema e Audiovisuais: equipa do programa "Conversas de Quintal" da TPA
- Artes Plásticas: Ruy de Matos (a título póstumo)
- Investigação em Ciências Sociais e Humanas: António Fernandes da Costa, com a obra "Rupturas estruturais do português e línguas bantu em Angola"


Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Sexta e Sábado - Angola, no DocLisboa




O DocLisboa deste ano terá um programa especial dedicado a Angola. Para quem estiver interessado, e quiser participar amanhã (sexta-feira) e sábado, deixo-o aqui :

» Dia 26 Outubro (Sexta) no Grande Auditório da Culturgest às 23h:
1. OUTRAS FRASES - de Jorge António

“Através da pesquisa e reinterpretação de elementos tradicionais, a coreógrafa e bailarina angolana Ana Clara Guerra Marques tem procurado, ao longo dos últimos vinte anos, criar novas estéticas e linguagens para o desenvolvimento de uma dança contemporânea angolana. Jorge António, que foi produtor executivo da Companhia de Dança Contemporânea de Angola entre 1995 e 1999, mostra-nos em "Outras Frases" o trabalho artístico e pedagógico da bailarina, tendo como pano de fundo a história política e social de Angola.”

2. ROSTOV - LUANDA - de Abderrahmane Sissako

“Como muitos outros jovens africanos dos anos setenta e oitenta, o realizador Abderrahmane Sissako foi estudar para a União Soviética em 1980. Na escola de cinema de Rostov conheceu um jovem angolano, Alfonso Baribanga, antigo combatente na guerra de libertação daquele país que, para Sissako, era a encarnação perfeita do idealismo da geração saída dos vários processos de independência africanos. Dezassete anos mais tarde, tendo apenas uma velha fotografia como ponto de partida, Sissako reúne uma equipa de cinema e parte para Angola à procura do seu velho amigo. A viagem em busca do amigo transforma-se progressivamente numa reflexão sobre a derrota dos sonhos de mudar o continente que a geração do realizador partilhava no tempo em que conheceu Baribanga em Rostov.”

» Dia 27 de Outubro (Sábado) na Culturgest às 14.30h
1. Debate sobre o cinema angolano
e
2. Às 16h no Pequeno Auditório: O CARNAVAL DA VITÓRIA - de António Ole

“Filme etnográfico elaborado no primeiro Carnaval após a Independência, o documentário de António Ole, um dos mais importantes artistas plásticos angolanos da actualidade, concentra-se no grande número de trabalhadores que se dividem entre os seus locais de trabalho e os preparativos e ensaios que culminaram no grande dia da festa popular.”

e MOPIOPIO - de Zezé Gamboa.

"Mopiopio" foi um dos primeiros filmes de Zézé Gamboa - o realizador de "O Herói", premiado no Festival de Sundance em 2005 - e é um retrato do quotidiano de Angola feito através da sua música.”

Quarta-feira, Outubro 24, 2007

"Notas fora da pauta" de Filipe Zau



No dia 25 de Outubro, quinta-feira, ao fim do dia, no Jango da Chá de Caxinde (Cinema Nacional), será lançado o livro 'Notas fora da Pauta', de Filipe Zau.
"Por favor! O traje é informal", avisou-nos este grande amigo, um nome importante da música angolana - compositor e letrista, mas também um especialista em Ciências da Educação.


Segunda-feira, Outubro 22, 2007

Crólicas X

Pátria e Nação: Conceitos e Relações
Por: Wa Zani

In, Jornal de Angola, 16 de Outubro de 2007

II Ciclo de Conferências Ciência nos Trópicos

Instituto de Investigação Científica Tropical

"O ARQUIVO HISTÓRICO DE ANGOLA VERSUS A INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA"

Dia 23 às 17h30

Conferencista:
Dra. Rosa Cruz e Silva, Directora do Arquivo Histórico de Angola

Moderador: Professor Ilídio do Amaral

Pretende-se neste espaço de debate fornecer alguma informação pertinente sobre o Arquivo Histórico de Angola como instituição guardiã do vasto acervo documental (Sec. XVIII-XX), resultante da vigência da administração colonial, como entidade reitora do património arquivístico nacional, e promotora da investigação científica na área das ciências sociais, com destaque para a História de Angola.
O mais recente evento, foi o III Encontro Internacional de História de Angola, cujo tema foi "Para a Elaboração de uma História Geral de Angola: Das Sociedades Antigas à Época Contemporânea", e teve lugar em Setembro de 2007.

Arquivo Histórico Ultramarino - Sala Brasil
Calçada da Boa-Hora, 30 Tel: 21 361 63 30 e-mail: ahu@iict.pt

Quinta-feira, Outubro 18, 2007

Na "trazzeira" do kandongueiro XX



Gostei deste! Até se torna simpático!
Agora... resta saber se é saudável com saúde ou saudável de passível de ser saudado.
Não deu para perguntar. Ía a "sungar" para Benfica.

Quarta-feira, Outubro 17, 2007

Era uma vez a porca de Murça ou, onde a publicidade torce o rabo



(Clicar na imagem para aumentar)

De facto, os placards publicitários em Luanda poderiam ser fortes concorrentes aos da marca "Benetton", no que toca a "escandalizar" os mais susceptíveis. Mas, com a azáfama e a violência da cidade, nem sempre há tempo para leituras de mensagens subliminares ou interpretações de subtextos.

Nem sempre vou a tempo ou tenho à mão os meios para fotografar (desculpem-me a péssima qualidade desta imagem captada ao longe por um telemóvel) estas pérolas que vão sendo plantadas na cidade, pelo que me tem escapado parte significativa destes hilariantes outdoors.
Mas, não é só em Angola, retorquirão aqueles que apreciam o contra-ataque e as comparações como arma de defesa. Pois não, concordo eu. Mas estou agora a referir-me especificamente ao que vejo aqui e ponto final.

Depois deste , mais este e ainda este, agora este reclame a um vinho português onde se exibe um duplo rótulo: "Porca de Murça", na garrafa, e apenas "Porca" na fronte da modelo sorridente que nem nota o que o infeliz criativo lhe escreveu bem no meio da testa.

É caso para concordar que se trata mesmo de um "vinho [vindo] atrevido" já que, depois de ser corrido como colono "volta mais de novo" exibicionista e pela mão de quem dele se libertou.
(OK, qual é a maka? Somos malta sem complexos!... Pois! Ninguém anda distraído.)

Segunda-feira, Outubro 15, 2007

AVISO

Em virtude de ter mudado de plataforma, o endereço do meu blog foi alterado para http://mwanapwo.casafricana.net/. Embora o antigo endereço continue a permitir o acesso a este sítio, é possível que alguns visitantes encontrem dificuldades.
Assim, gostaria de vos pedir que deixem um "olá" nos comentários, para eu ter a certeza de que tudo está a funcionar bem.
Obrigada e um abraço.

Domingo, Outubro 14, 2007

Na "trazzeira" do kandongueiro XIX



"Brinca não Abuza".
Com respeito, ou... [a] brincadeira tem [a sua] hora.

Sábado, Outubro 13, 2007

Ainda o cinema



Filme "O Miradouro da Lua" editado finalmente em DVD
Por: Francisco Pedro, in Jornal de Angola, 8.10.2007

«O mítico e admirável "O Miradouro da Lua", do realizador português Jorge António, já foi finalmente editado em formato DVD. Resultado da primeira co-produção cinematográfica entre Angola e Portugal, numa primeira fase foram reproduzidas apenas mil cópias, disponíveis só em Portugal.

A longa metragem, do género ficção, tem a participação efectiva de actores e técnicos angolanos e portugueses, conhecidos, como José Mena Abrantes, Roberto Talaia, Adelino Caracol e Sebem, na altura com 14 anos, João Cabral, João Baião e Paulo Xisto.

O filme conta a história de João, um jovem lisboeta que vem a Angola à procura do pai que não conhece, e que no fim do filme, no cenário grandioso do Miradouro da Lua, decide ficar em Angola, quase à imagem do próprio realizador.

O "Miradouro da Lua", rodado em 1992, deveu-se ao intercâmbio entre organismos existentes na época que regulavam o cinema angolano como o Instituto Angolano de Cinema (IAC) e o Laboratório Nacional de Cinema com o Instituto Português de Cinema.

Jorge António disse ao “JA” que o projecto nasceu depois de ter feito uma viagem a Luanda em 1988. "Já tinha escrito em Lisboa uma história que fez os dois governos se interessassem numa parceria cinematográfica, apesar de na altura existir uma guerra civil, daí, tudo ficou pronto para ser rodado em 1992, no período que antecedeu as primeiras eleições multipartidárias em Angola", disse o realizador estrangeiro com mais filmes rodados em território angolano.

A venda do DVD em Luanda, segundo o realizador está prevista para o próximo mês de Dezembro do ano em curso, altura em que Jorge António deverá estrear, em Portugal, o seu mais recente projecto documental intitulado "Kuduro, fogo do museke".

Além de "Miradouro da Lua" e "Kuduro, fogo do museke", que narram aspectos sobre a cultura angolana, da filmografia do realizador português constam ainda os documentários "Uma frase qualquer", "Outras frases" e "Angola, histórias da música popular".»

Sexta-feira, Outubro 12, 2007

Angola no DocLisboa - 2007




O DocLisboa deste ano terá um programa especial dedicado a Angola. Para quem estiver interessado, e quiser programar com a devida antecedência, deixo-o aqui :

» Dia 26 Outubro (Sexta) no Grande Auditório da Culturgest às 23h:
1. OUTRAS FRASES - de Jorge António
2. ROSTOV - LUANDA - de Abderrahmane Sissako
3. a seguir: festa concerto no MAXIME (entrada livre) com Kalaf (BuracA Sound System) e Nástio.


» Dia 27 de Outubro (Sábado) na Culturgest às 14.30h
1. Debate sobre o cinema angolano
e
2. Às 16h no Pequeno Auditório: O CARNAVAL DA VITÓRIA - de António Ole e
MOPIOPIO - de Zezé Gamboa.

Quarta-feira, Outubro 10, 2007

Na "trazzeira" do kandongueiro XVIII


Estará? (Legal)
Será? (Legal)
A polícia anda zangada com os kandongueiros. Há dias prendeu 18 "arruaceiros" (termo usado pela imprensa) por desacato, indisciplina e situação ilegal. Acho bem!

Terça-feira, Outubro 09, 2007

O barril de pólvora em que nos sentamos.

Há uma semana houve uma revolta na cadeia da Comarca, em Luanda.
Concebida para cerca de 500 presos, alberga cerca de 3.500.
Presos, mas humanos. "Estamos a sofrer muito", "Mãe, temos fome", "Estamos a morrer 80", "Cela 5 estamos vivos", eram algumas das frases escritas em cartões que os presos penduraram nas janelas gradeadas. Os noticiários oficiais falaram em 1 morto. Não se sabe ao certo. Mas parece que a sorte não sorriu a umas dezenas de reclusos, alguns deles presos sem julgamento. As famílias desesperadas, com os nomes dos seus familiares escritos em pedaços de papelão, pediam-lhes que eles mandassem sinais. Alguns mostravam peças de roupa, outros... nada!... Triste.
Revoltadas, avançaram em dois grupos para o Palácio, na Cidade Alta, e para a Assembleia Nacional. Foram "travados".

Voltando à cadeia, "metia medo" o aparato bélico com tropas especiais ("Ninjas") todos vestidos de preto, óculos escuros e carregados de cordões de balas e granadas.
Tudo voltou à "normalidade".
O barril está agora mais comprimido. Quando explodir será mais aparatoso, embora talvez não tanto como o espectáculo social que nos proporcionam alguns predadores hipócritas, vestidos de "é preciso resolver os problemas do povo".

A notícia oficial: AQUI.

Sábado, Outubro 06, 2007

Na "trazzeira" do kandongueiro XVII


"Deus é pai".
Vindo de França, deita a língua (dos Rolling Stones?) de fora, ao vizinho de trás.
Ao fundo, a "fazenda" (hoje Ministério das Finanças) no seu triste e fumado envidraçado, a reflectir uma Mutamba cor de poeira e sem maximbombos.

Crólicas IX

Angolanos genuínos? De quem falamos?
Por: Wa Zani

In, Jornal de Angola, 4 de Outubro de 2007

Sexta-feira, Outubro 05, 2007

Arte; "Arte"; Ar-te...

video

A eterna dúvida. A eterna discussão. Há respostas, mas nem sempre são óbvias e nem sempre se está "preparado" (munido) para perceber as justificações. Arte: uma actividade elitista? (Enquanto actividade de descodificação restrita)

Quinta-feira, Outubro 04, 2007

Hoje voltei ao liceu

Hoje voltei ao Liceu! Quase três décadas passadas desde a última vez que de lá saí como aluna.
Hoje entrei pelo mesmo portão, subi outras escadas (porque agora cobertas por um piso de borracha às bolinhas). Entrei pela mesma porta pesada de vidro que estava entreaberta.
Detesto fraquezas e sentimentalismos, mas... aquele ainda era o meu liceu. Os jardins interiores arranjados e, pelo menos no andar de baixo, não havia papéis no chão.

Entrei na última porta à direita - na parte de baixo do anfiteatro. Os integrantes dos grupos de teatro de Luanda esperavam já sentados nas cadeiras, agora almofadadas. Cortinas azuis cobriam as paredes, por onde espreitavam aparelhos de ar condicionado.
Foi o dia de abertura do Forum Provincial de Teatro, organizado pelo colectivo teatral Horizonte Nzinga Mbandi.

Falei de dança, de teatro, das relações históricas e afinidades entre as duas modalidades. Os "alunos" escutaram atentamente e fizeram perguntas. Bwe. Discutimos sobre artes, comportamentos, métodos, inquietações e estímulos a partir das nossas realidades. Trocámos experiências. Interessados em saber mais, ficaram com a promessa de que voltaria, mas para aulas práticas, a minha preferência no ensino.



Saí para o corredor para "curtir" o liceu.
Não consegui, pois até à porta fui conversando com eles sobre contemporâneo, estilos híbridos, modelos abertos, pesquisa de movimento e atitudes. O tempo não tinha chegado para falar sobre tudo.
Lembrei-me de, quando aluna, via a minha mãe e algumas outras professoras rodeadas de alunas até à sala de professores.

Desci a escadaria, atravessei o pátio de entrada, transpus o portão, sempre acompanhada por um gentil jovem integrante do grupo anfitrião.
Afastei-me olhando com pena de não ter subido atá ao último andar, de não ter ido à cerca, no quintal, de não ter entrado no ginásio. Não consegui ficar a sós com o liceu. Mas gostei da sensação de lá ter estado como "professora".
:-)

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Stop, passagem obrigatória!

O trânsito em Luanda é selvagem. Como em tudo na cidade, o egoísmo, a falta de respeito e a prepotência falam mais alto.
A hora de ponta é permanente, porque os semáforos funcionam. Pára-se com o vermelho e avança-se com o verde, naturalmente. Mas… há algumas particularidades. Se depois do amarelo o carro da frente passar, então ninguém pára mais, ou seja, continua a passar-se com o vermelho até entupir a rua e impedir a passagem aos que vêm nas perpendiculares. Depois… é o salve-se quem tiver: a) menos amor ao carro; b) o carro maior; c) mais “sangue na guelra”; d) mais paciência.
Quando tudo está assim complicado (que é quase sempre), só se descomplica com a intervenção de um polícia de trânsito. O “velho” sinaleiro é muito mais respeitado do que os tais semáforos. Mas… há uma particularidade que se tornou regra: as motos, motocicletas, motoretas e outras merdas com duas rodas (motobombas não dá) passam sempre, inclusivamente quando têm de atravessar um cruzamento sob o risco de levarem com um qualquer ligeiro, pesado, jipe, muito pesado e, claro está, um kandongueiro desvairado, no tímpano.
Assim como o semáforo fechado no vermelho, o sinaleiro também nada diz. É normal…

Crólicas VIII

O sentido amplo da construção da angolanidade
Por: Wa Zani

In, Jornal de Angola, 20 de Setembro de 2007
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