Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Na "trazzeira" do kandongueiro XI


O décimo do seu dono, o qual assinou (mesmo) uma "união para sempre" com o negócio dos 'táxis' ou 'azulinhos', como também são chamados os kandongueiros.

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

Crólicas III

Falou e disse, o que está dito!
Por: Wa Zani

In, Jornal de Angola de 14 de Agosto de 2007

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

UCOKWE ou língua cokwe

O tem uma página nova: «Língua Cokwe»
Para além das regras de transcrição fonética, foram acrescentados três items:

Partes do corpo:
Cara – Kumeso
Testa – Khuma
Olhos – Meso (Sing: Liso)
Nariz – Zulu
Boca – Kanwa
Lábios – Mizumbo (Sing. Izumbo)
Mais...

Léxico:
Cikungu – Armadilha
Muthu – Pessoa
Kutungumuka – Assustar; Assombrar
Kulemu – Pesado
Kungulu – Mocho; emissário do nganga
Ngudja – Trono
Phoko – Faca vulgar
Ulombo – Tinta
Mais...

Expressões de cortesia:
Moyoenu! (Saudação informal)
Moyoenu, mwani! (Saudação mais formal)
Nasakwila (Obrigado)
Wawawenu! (Adeus)
Mais...

Sábado, Agosto 25, 2007

Crólicas II

Melanina versus Identidade.
Por: Wa Zani

In, Jornal de Angola 20 de Agosto de 2007

Quinta-feira, Agosto 23, 2007

Que dia (?)

Hoje acordei num dia estranho. As árvores estavam salpicadas de pingos grossos e a rua também. Choveu durante a noite, afinal o cacimbo terminou (oficialmente) a 15 de Agosto. Mas agora, ao olhar pela janela, vejo um dia cor de cacimbo cinzento e cor de pó vermelho. Olho melhor e... não, está um dia "tipo" a anunciar chuva.
Estou de mangas compridas e lá fora está frio (para mim).
... Parece mesmo que vai começar a pingar.
Foto: Diana

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

Fotos da Diana - XIII

Mar vivo






Terça-feira, Agosto 21, 2007

Crólicas I

A inversão de um discurso racializado.
(Clicar sobre o título)
Por: Wa Zani.

In, Jornal de Angola, Agosto de 2007

Segunda-feira, Agosto 20, 2007

Actualização

O Rui Tavares actualizou o blog.
Aqui.

Na "trazzeira" do kandongueiro X


Este é o número 10 da frota "Negro que Brilha".
Os kandongueiros são uma verdadeira actividade empresarial. Há indivíduos que têm 20 e mais carros no "processo"!!

Domingo, Agosto 19, 2007

Auto - fotografia

Quarta-feira, Agosto 15, 2007

Na "trazzeira" do kandongueiro IX


"Mô Borracho".
Estes kandongueiros são mesmo bwé criativos!
Relação entre o desenho e o dístico? É um bom exercício; vamos a ele?!
(Para desanuviar que hoje o dia foi de loucos. Nem conto aqui, pois eu própria ainda me estou a recompor!...)

Terça-feira, Agosto 14, 2007

Afinal, ainda falta muito!

Comecei por preparar um texto mais denso. Afinal tratava-se de uma comunicação a apresentar no III Simpósio organizado pelo Ministério da Cultura de Angola.
Depois de o ler algumas vezes, decidi aligeirá-lo, torná-lo mais didáctico; afinal a dança enquanto categoria de discussão académica é ainda muito pouco acessível entre nós. Não fiquei satisfeita com o resultado que achei demasiado simples, mas...
Ainda assim... fui confrontada com comentários e reacções incríveis, do género: "Esta senhora que fale de coisas que se entendam. Está para aí com conceitos e categorias ocidentais, ela que vá estudar as danças de Angola, que vá para o terreno do povo! Que faça algo pela dança em Angola!"
Fantástico!, pensei. Estou perante um tipo que representa a cultura angolana no estrangeiro; um diplomata! Depois, olhei bem para o mwadiê e verifiquei que era alguém que conhecia perfeitamente o meu percurso profissional. Mais, ele tem uma licenciatura num ramo das artes! Discurso para parecer politicamente bem, concluí, sem deixar de lhe dar o merecido troco em público.

Afinal, o texto ainda estava "difícil".
Querem ler? Clicar no link em baixo.

TEXTO: Dança Contemporânea: Formação - Criação - Investigação

Domingo, Agosto 12, 2007

Diálogo


Que um corpo não é uma entidade abstracta, um receptáculo onde se podem colocar atributos, tais como alto, baixo, forte, magro; não é uma esfera a que se circunscreve o ser num determinado tempo, mas é uma energia, onde se inscrevem circulações, substâncias, forças, pigmentações, comportamentos resultantes de treinos, de técnicas e de linguagens a que está permanentemente sujeito. Esta é uma constatação essencial e uma alteração radical no modo de colocar o problema do corpo no final deste século.

In, "Por exemplo, a cadeira" de António Pinto Ribeiro (1997)

Sábado, Agosto 11, 2007

Saturday night's farra

Cool!!! Hoje há farra na vizinhança!!!
As janelas de minha casa vão tremer brutalmente até às seis da manhã, como se as colunas estivessem na porta de entrada. Como todos os sábados e domingos.
Quem disse que é preciso respeitar quem trabalha durante a semana e, por acaso, até aproveita o fim de semana para descansar? O que é que isso interessa? Os vizinhos escrupulosos que se mudem, ora! Essa é boa!!

Poizé... Muito boa-noite mal passada. Maizuma.

Sexta-feira, Agosto 10, 2007

Na "trazzeira" do kandongueiro VIII


Este é o número um de uma frota de vários "Famosa Vani".
Só há pouco tempo soube o que representavam aqueles números perto dos nomes.

Quarta-feira, Agosto 08, 2007

Fotos da Diana - XII



Segunda-feira, Agosto 06, 2007

A menina dança? ou Les debutantes


"Las meninas" (D. Velasquez, 1656)

Viva o populismo que isso é que atrai votos e mantém os poleiros por muitos e muitos anos! O povo gosta (eles acham), o povo tem. O povo não sabe o que é "bom", dá-se-lhe a merda do costume e assim lá se vão mantendo distraídos sem agitar as águas (eles também acham). Na crista da onda... sempre os mesmos. Aqueles do tal sucesso que lhes aconteceu. (Coitados... eles até nem queriam...)

Mas é o que "xtá a bater", ou seja, o que está na moda.
... E as meninas bwé genuínas, felizes nas tradicionais festas de debutantes à europeia; braço dado com os papás que rebentam de gordura e transpiração no fato vindo de Paris ou Itália; na manga do casaco a etiqueta não se descose, para todos verem o poder do kumbú empresarial angolano.

E as meninas genuinamente bwé lá vão desfilando, com os seus penteados de extensões lisas e loiras (ornamentadas com folhinhas doiradas, pérolas falsas e brilhantes de plástico), caindo, longas, sobre os vestidos compridos de rendas e seda, sem esquecer as écharpes de voile a condizer.
Os fios de pescoço, as pulseiras, os brincos e os anéis nas mãos das mães são muitos e de ouro puro!

Um apresentador lê o texto encomendado: «Menina Bóguinhas, acompanhada de seu pai o empresário Bogão. Tem 17 anos de idade e pretende, no futuro, ser uma boa esposa e uma actriz famosa».

Não diferente do anterior e parecendo - à semelhança do que acontece com as "cartas de pedido" - ter como base um formulário comprado, lá vem outra "principiante": «Menina Cóquinhas, acompanhada se seu pai, o bancário Coquinzão. Tem 16 anos de idade e pretende, no futuro, ser uma estilista de renome internacional».

A estas seguem-se a terceira, a quarta, a quinta e todos os outros dias da semana, sem descanso ao Domingo, pois os adjectivos que se adiantam para futuros anunciados são inesgotáveis: célebres, de sucesso, brilhante, conhecida, rica, poderosa, prestigiosa, influente, (bem) afamada...

Depois, a festa. Pais e padrinhos arrastam pela sala as meninas vestidas de branco, rosa ou azul bebé: uma valsa vienense com voltinhas desajeitadas em quatro tempos (porra, que o ternário com acento no primeiro tempo é difícil!...) entre pisadelas e risos escancarados com "olhinhos de carneiro mal morto" para as revistas cor-de-rosa.
Ainda assim...: o meu pai tem mais dinheiro que o teu e vai pagar quatro páginas da revista. Só para eu aparecer, linda e esplendorosa.

E assim se exibem as mocinhas de família que, mais do que pretenderem ser profissionais competentes, anunciam o futuro de sucesso imediato que as fortunas dos papás lhes asseguram à partida.

Desliguei a televisão. Estou entre os milhares de angolanos que seguiram voluntariamente o espectacular "invento" social difundido para todo o país. Lindo!...

Domingo, Agosto 05, 2007

A contra-dança

CONTRA
Eu cá ando a tentar achar "very typical" todas estas "problemátikas políticas e sociais", mas a paciência tem falhas e a capacidade de condescender em situações que me parecem, de facto, intoleráveis, também. É a "selva" (no sentido de caos, anarquia desenfreada) a tomar conta do material e, infelizmente, do espiritual também.

Na minha área, cada vez acho menos piada à tal ignorância atrevida que transforma massivamente em coreógrafos, em professores de dança e em bailarinos conceituados, indivíduos não diplomados que preferem a arrogância à honestidade e à modéstia. Efectivamente, alguns grupos de dança amadores e de vocação puramente recreativa, atribuem-se, em grande estilo e impunemente, designações como Escola de Dança ou Escola de Artes Cénicas, sem nunca terem "botado" um pé numa escola da especialidade.
Enfim... porque esses grupos não se registam; porque não há ninguém que lhes diga que escolham outra, já que a designação de Escola depende do reconhecimento e aprovação dos Ministérios da Educação, da Cultura ou da Secretaria de Estado do Ensino Superior; porque não se pode autorizar como organismo de Ensino Artístico um agrupamento entusiasta qualquer, sem profissionais especializados, sem programas de cursos e respectivos planos de estudo, sem sede própria, entre outros elementos imprescindíveis para poderem ser olhados como instituição académica ou escolar; PORQUE aqui tudo é permitido, sobretudo quando são iniciativas cheias de boa vontade, daquelas que "mais vale isto que nada", estão a topar?
É claro que tudo isto acaba por ter a cumplicidade do Mincult que os incentiva mas, principalmente da Imprensa que, de forma irresponsável e sem conhecimentos para produzir críticas esclarecidas (e esclarecedoras) sobre o que estes "artistas" apresentam, faz circular estes textos anónimos desinformando os leitores que têm o azar de tropeçar neles. Será desnecessário referir o espaço e a visibilidade que, desta forma se dá "àquilo que parece, mas não é".

- Aqui, esperando que se possam aperceber do ridículo da situação
- Aqui, para que comprovem o engano em que encorrem os leitores destas notícias.

DANÇA
Viva o populismo que isso é que atrai votos e mantém os poleiros por muitos e muitos anos!
O povo gosta (eles acham), o povo tem. O povo não sabe o que é "bom", dá-se-lhe a merda do costume e assim lá se vão mantendo distraídos sem agitar as águas (eles também acham). Na crista da onda... sempre os mesmos. Aqueles do tal sucesso que lhes aconteceu. (Coitados... eles até nem queriam...)

Sexta-feira, Agosto 03, 2007

Na "trazzeira" do Kandongueiro VII


[O próprio] Deus é grande!!!
(A julgar pelo estado do país, será?...)

Quinta-feira, Agosto 02, 2007

Uma "seca" everyday, takes a saúde mental de qualquer um away

Dona, fáxavor!... Ó Dona!
(... um telemóvel estafa, ainda mais, a já gasta "Marcha Turca)
Alô? Si, esstou aqui no ministérrrio. Ainda não... Grrraças à Deus!...
- O senhor da embaixada do Egipto, por favor!
(... de novo Mozart telemovelfónico). O homem procura a fonte musical dentro de um saco plástico de supermercado. Não consegue chegar ao balcão. Perde a vez.
Do outro lado: Ó Dona! Dê-me só os meus documentos que levou pra dentro! Donaaaa! Não está m'ouvir? Possa!!!!
Com'é? Um gajo acorda cedo, vem práqui e todos passam-lhe à frente?? Ó Dona!

Doutor Ling?
Lá corre, pela quarta vez, o chinês ansioso até ao guichet, seguido da sua mulher (que só chega ao balcão graças às sandálias se salto altíssimo). E diz ela desolada: Um mômentu, êspêlare. O marido acena negativamente com a cabeça, os olhos em bico com um sorriso (?) nos lábios. Engraçada forma de mostrar desagrado, penso eu.

Minha senhora. Sim? (respondo olhando para trás). Vem levantar documentos? Sim, venho. Tem que dar o nome para porem numa lista, para saberem que já chegou e chamarem-na para a entrega dos documentos. Obrigada, vou fazer isso, respondo; Mas... como é que o senhor sabe? Não está nada aqui escrito!... Ainda bem que me disse senão ficava aqui toda a manhã. É assim (explica-me), nós os angolanos aprendemos de tanto ter de vir a estes lugares, responde-me ele correctíssimo com um sorriso. Obrigada, bisei o agradecimento com sorriso junto.

Bom dia Dona Antóniaaaa!!!!! Olho para trás. Um homem magro cumprimentou em altos berros alguém que estava do outro lado do vidro do guichet.
Obrigada a quem quer que seja!!! A resposta passou através da abertura no vidro que, de tão baixa, obriga a pessoa a "partir os ossos das costas" para ver a cara de quem atende.
Sou eu, o Jó!!! O homem de pé, com "cara tipo nada", mãos nos bolsos, na dele. Todos olharam.
Toque: a "Quadragésima"... Um concerto de Mozart, ou quê? Agora o telemóvel enviava uma conversa sobre um esquema de compras e vendas. Depois logo falamos, agora não dá!

Um "muito obrigadinho" (faltava o "sou eu") põe na montra a nacionalidade de um kota com ar de transpirado, mesmo no cacimbo.

Um militar de bissapas vermelhas entrou na sala e olhou em redor. Pegou no telemóvel. Saiu para entrar logo; directamente pela porta de serviço. Saiu com papéis. Todos olharam.
Deixei de ouvir e de tentar adivinhar as músicas de mais ou menos qualidade fanhosa.
Lá dentro, o som da televisão (sintonizada no canal 1 da TPA) estava agora mais alto. Funcionários e público aumentaram o volume da voz.
Olhei para o relógio. Estava ali há uma hora. Não me chamavam. Fiquei à espera até ser atendida.
Agradeci e bazei.

Sim, senhor!... Uma manhã bem estragada, pensei.

Nota: Os nomes são fictícios.

Quarta-feira, Agosto 01, 2007

Na "trazzeira" do kandongueiro VI


Um bom conselho.
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