O barril de pólvora em que nos sentamos.
Há uma semana houve uma revolta na cadeia da Comarca, em Luanda.
Concebida para cerca de 500 presos, alberga cerca de 3.500.
Presos, mas humanos. "Estamos a sofrer muito", "Mãe, temos fome", "Estamos a morrer 80", "Cela 5 estamos vivos", eram algumas das frases escritas em cartões que os presos penduraram nas janelas gradeadas. Os noticiários oficiais falaram em 1 morto. Não se sabe ao certo. Mas parece que a sorte não sorriu a umas dezenas de reclusos, alguns deles presos sem julgamento. As famílias desesperadas, com os nomes dos seus familiares escritos em pedaços de papelão, pediam-lhes que eles mandassem sinais. Alguns mostravam peças de roupa, outros... nada!... Triste.
Revoltadas, avançaram em dois grupos para o Palácio, na Cidade Alta, e para a Assembleia Nacional. Foram "travados".
Voltando à cadeia, "metia medo" o aparato bélico com tropas especiais ("Ninjas") todos vestidos de preto, óculos escuros e carregados de cordões de balas e granadas.
Tudo voltou à "normalidade".
O barril está agora mais comprimido. Quando explodir será mais aparatoso, embora talvez não tanto como o espectáculo social que nos proporcionam alguns predadores hipócritas, vestidos de "é preciso resolver os problemas do povo".
A notícia oficial: AQUI.
Concebida para cerca de 500 presos, alberga cerca de 3.500.
Presos, mas humanos. "Estamos a sofrer muito", "Mãe, temos fome", "Estamos a morrer 80", "Cela 5 estamos vivos", eram algumas das frases escritas em cartões que os presos penduraram nas janelas gradeadas. Os noticiários oficiais falaram em 1 morto. Não se sabe ao certo. Mas parece que a sorte não sorriu a umas dezenas de reclusos, alguns deles presos sem julgamento. As famílias desesperadas, com os nomes dos seus familiares escritos em pedaços de papelão, pediam-lhes que eles mandassem sinais. Alguns mostravam peças de roupa, outros... nada!... Triste.
Revoltadas, avançaram em dois grupos para o Palácio, na Cidade Alta, e para a Assembleia Nacional. Foram "travados".
Voltando à cadeia, "metia medo" o aparato bélico com tropas especiais ("Ninjas") todos vestidos de preto, óculos escuros e carregados de cordões de balas e granadas.
Tudo voltou à "normalidade".
O barril está agora mais comprimido. Quando explodir será mais aparatoso, embora talvez não tanto como o espectáculo social que nos proporcionam alguns predadores hipócritas, vestidos de "é preciso resolver os problemas do povo".
A notícia oficial: AQUI.





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