Homenagem III
Hoje foi o encerramento do III Encontro Internacional sobre a História de Angola (está justificada a minha ausência do blog). No seu discurso, Boaventura Cardoso, ministro da Cultura, lembrou este grande nome da poesia angolana, homenagiando-o.
António Jacinto do Amaral Martins.
"Nasceu no Golungo Alto, em 28 de Setembro de 1924. Conclui seus estudos licencias em Luanda, passando a trabalhar como funcionário de escritório. Destaca-se como poeta e contista da geração Mensagem e, em conseqüência de seus envolvimentos políticos, é preso no campo de concentração do Tarrafal, Cabo Verde, onde cumpriu pena de 1960 a 1972. Neste ano, foi transferido para Lisboa, em regime de liberdade condicional, onde exerceu a função de técnico em contabilidade. Fugiu em 1973 e foi integrar a luta pela independência de Angola, participando das frentes militantes do MPLA. Após a independência, foi Ministro da Cultura de 1975 a 1978. Morreu em 23 de Junho de 1991."
Texto nesta página, onde poderão ler alguns dos seus poemas.
Publicou Poemas (1961), Vôvô Bartolomeu (1979), Poemas (1982, edição aumentada), Em Kilunje do Golungo (1984), Sobreviver em Trrafal de Santiago (1985; 2ªed.1999), Prometeu (1987), Fábulas de Sanji (1988).
Arrebatou vários prémios, nomeadamente Prémio Noma, Prémio Lotus da Associação dos Escritores Afro-Asiáticos e Prémio Nacional de Literatura.
O primeiro espectáculo da Companhia de Dança Contemporânea (Dezembro de 1991) foi-lhe dedicado.
António Jacinto do Amaral Martins.
"Nasceu no Golungo Alto, em 28 de Setembro de 1924. Conclui seus estudos licencias em Luanda, passando a trabalhar como funcionário de escritório. Destaca-se como poeta e contista da geração Mensagem e, em conseqüência de seus envolvimentos políticos, é preso no campo de concentração do Tarrafal, Cabo Verde, onde cumpriu pena de 1960 a 1972. Neste ano, foi transferido para Lisboa, em regime de liberdade condicional, onde exerceu a função de técnico em contabilidade. Fugiu em 1973 e foi integrar a luta pela independência de Angola, participando das frentes militantes do MPLA. Após a independência, foi Ministro da Cultura de 1975 a 1978. Morreu em 23 de Junho de 1991."
Texto nesta página, onde poderão ler alguns dos seus poemas.
Publicou Poemas (1961), Vôvô Bartolomeu (1979), Poemas (1982, edição aumentada), Em Kilunje do Golungo (1984), Sobreviver em Trrafal de Santiago (1985; 2ªed.1999), Prometeu (1987), Fábulas de Sanji (1988).
Arrebatou vários prémios, nomeadamente Prémio Noma, Prémio Lotus da Associação dos Escritores Afro-Asiáticos e Prémio Nacional de Literatura.
O primeiro espectáculo da Companhia de Dança Contemporânea (Dezembro de 1991) foi-lhe dedicado.





2 Comentários:
Estive a trabalhar no Lobito de 1978 a 1980. Conheci o "velho" António Jacinto, homem pequeno na altura. Tive o privilégio de ir pescar com ele algumas vezes. Outras mais raras, via-o em casa dos meus pais.
Morreu, mas não é de todo um lugar comum dizer que ocupa o seu lugar de direito na História de Angola.
BJS
Henrique
Gavião: Era um Grande homem. Modesto e simples; de uma honestidade ímpar e muito sensível. Claro que só lhe perdoo ter-me "atirado às feras" em anos idos porque era um mais-velho da nossa família.
Enfim.... às vezes tenho saudades dele, fumando o seu cachimbo e comendo pedrinhas de sal que guardava num frasquinho castanho que levava sempre com ele.
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