Futilidades (?): Do "grande" ao abaixo de cão

Angola está com orgulho! Tem, uma vez mais, uma concorrente encarcerada na casa do "Grande Irmão" africano. Isso mesmo a "nossa" mui-querida Tatiana, "modelo" e "actriz" entrou para o BBA (Big Brother África) e está a dar cartas, falando o seu melhor inglês!
Seja em que país for, programas como o "Big Bréda" são por mim atirados para o conjunto de lixo televisivo, protagonizado por idiotas para outros, não menos idiotas. A "realização" dos produtores é total pois, aproveitando-se das vaidades de uns e do voyeurismo de outros, lá vão "encaixando" milhões.
Um destes dias, vi cerca de 5 minutos do BBA, na casa de alguém que insistiu em mostrar-me mais um bando de desocupados, dedicados a uma temporária vida ociosa. Apesar do seu encerramento naquela casa ser voluntário, lembrei-me logo dos horríveis "Human zoos" ou das experiências com animais em cativeiro, testados até aos limites.
De facto, o que vi era deprimente. Grades de cerveja sobre a mesa (onde já havia garrafas de vinho cheias e vazias) e todos de garrafa na mão falavam o melhor que podiam sob a acção das misturas etílicas.
Mas ontem o espectáculo foi total. Hoje, na "city" não se fala noutra coisa. A novidade encontrou-me dentro da caixa de correio electrónico. A nossa mui-querida conterrânea que andava de amores por um dos moradores da big casa, proporcionando aos telespectadores daquelas cenas que no "Cinema paraíso" seriam 'cortadas', decidiu pedir para a colocarem (maizaojovemparceiro) numa Penthouse, para momentos de privacidade.
E foi assim que o canal BBA passou cenas de sexo explícito com grandes planos protagonizados pela nossa sempre mui-querida representante, alternados com cenas da mesma "actriz", completamente embriagada, de joelhos, a vomitar para dentro da sanita. Os realizadores do programa não a pouparam sequer das imagens que a mostraram sentada no vaso sanitário, difundindo todos os momentos da figurinha "recatada" que todos fazemos quando estamos nestas actividades privadas, que Luis Buñuel apresentou como burguesas e de "discreto charme"?
Milhões, em toda a África, viram. Eu não vi, mas acredito. E não me orgulho nada!
(Pensar que me achava uma pessoa "moderna", sem preconceitos e respeitadora das liberdades de cada um...)





9 Comentários:
VALORES QUERIDA.
SÃO OS VALORES QUE....
QUE TRISTEZA, QUE IMAGEM, QUE FUTILIDADE COMO DIZES E MUITO BEM.
FICO TRISTE, MAS NÃO ME ADIANTA NADA.
GOSTAVA DE VER A MULHER ANGOLANA PROJECTADA DE OUTRA FORMA.
PARECE QUE JÁ NÃO VOU TER TANTO TEMPO ASSIM....
MAS FICO COM O CORAÇÃO ÔCO, SABES A SENSAÇÃO?
ABRACINHOS
MULEMBA
...abaixo de cão!
Mas
nada tem a ver com Angola, ou SÓ com Angola, como sabe.
Já reparou na origem, no autor-origem dessa palermice total?
Pois é...
foi um senhor habilitadíssimo, nascido numa Holanda civilizadíssima (se não m'engano).
Vai ver qu'um dia rebentamos, nós, eu e você, antes destes (e d'outros como estes) senhores criadores de modos de vida.
Mulemba: Pois é o que eu penso. Antes de concursos de misses e big brédas, a mulher angolana tem de ter visibilidade pela sua coragem, heroísmo, emancipação ou como mãe, entre outros aspectos bem mais dignificantes, que ela tem.
mas a justificação é: Angola não está "alheia" do resto do Mundo. Pois não!
Pirata: Como eu refiro no meu texto, este é mais um, do que tem acontecido em diversos países.
E o problema é esse; sei bem que estes programas são criados sempre por pessoas que admitem (até publicamente, como eu já ouvi) que jamais eles ou a sua família participariam em tal aberração.
Como eu também disse, são as vaidades e os deslumbramentos dos mais idiotas (ricos e pobres, famosos ou incógnitos) que alimentam as ideias "brilhantes" desses iluminados aproveitadores.
Tá certo! (Para todos eles)
De facto é degradante. Chegaste a ver alguma edição em Portugal?
Pelo menos essas cenas de bêbados e etc. eram cortadas.
Bj.
Kátia: Sim, vi. E como Portugal continua a pretender ser aquele país de "brandos costumes", não se embebedavam, nem difundiam cenas de sexo gratuito. Mas não passavam de outro bando de desocupados exibicionistas, entre os quais vi um brutamontes dar um pontapé numa outra desgraçada que também estava dentro da casa.
Aqui, lá ou em outro lugar qualquer, a minha ideia mantém-se: Big Brother = produto abaixo de lixo, que não dá nem para reciclar.
Bju.
Ja gostava do seu blog, e agora ainda gosto mais, depois de ter lido este texto, nao so bem escrito mas que vai de encontro ao que penso do Big Brother, nao passa do elogio da mediocridade, da vulgaridade e da estupidez... nem digo mais!!
Kandandu, Namibiano Vou criar link no meu blog
Cara Phwo,
Curioso com o que aqui li fui dar uma olhadela pelo BBA.
Mas a camara fica parada tempos infinitos na mesma cena e é muito aborrecido. Me apercebi de que essas edições não são editadas nem censuradas. A concorrente de Angola é aquela branquinha loira tipo albina que anda lá? Todos falam o inglês mas essa trazia um caxecol com as cores da bandeira angolana. Também não achei muita graça aquilo mas se os jovens gostam e há espectadores paciência.
Cumprimentos.
Caro Namibiano,
obrigada pela sua visita e pela sua simpatia. Volte sempre que quiser.
Quanto ao BB... acho que estamos conversados. :-|
Um abraço.
Caro João Pedro: Quanto a mim, não se trata do facto dos jovens gostarem ou não. É claro que só vê o programa quem quer e se ele existe (e vai já na segunda edição) é porque tem adeptos. No entanto, também é evidente que cada um pode ter opinião própria sobre o que é apresentado. Por outro lado, acredito que o nosso progresso não depende da cópia de modelos ocidentais, sobretudo se forem de má qualidade, como é o caso.
É a minha opinião.
Sobre a concorrente angolana, é exactamente essa jovem a que se refere e que usa o cachecol com as cores da bandeira.
Um abraço.
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