Escultura
Quando trabalhava no edifício da ex-Academia de Música de Luanda, a minha sala dava para a avenida marginal. Com as janelas sempre abertas, via a baía, a ilha e o mar, com as diversas iluminações que o sol acendia, desde a manhã ao entardecer.
Na época era um privilégio. [Hoje será um pesadelo, mas o ocupante da minha (ex) sala tem ar condicionado e usa as portas fechadas.]
Nesse tempo (não tão distante assim), o movimento na avenida não era tão intenso, os aterros para construir dentro da baía nem haviam sido pensados e a poluição... não era.
Eu gostava...
Um dia colocaram, no pedestal vazio que antes suportara o gordo e verde Vasco da Gama, esta escultura do António Ole. Muita gente resmungou.
Eu gostei!

Foto: Jorge António
Na época era um privilégio. [Hoje será um pesadelo, mas o ocupante da minha (ex) sala tem ar condicionado e usa as portas fechadas.]
Nesse tempo (não tão distante assim), o movimento na avenida não era tão intenso, os aterros para construir dentro da baía nem haviam sido pensados e a poluição... não era.
Eu gostava...
Um dia colocaram, no pedestal vazio que antes suportara o gordo e verde Vasco da Gama, esta escultura do António Ole. Muita gente resmungou.
Eu gostei!

Foto: Jorge António





4 Comentários:
Também resmungo, claro.
'Isto' está ali paraporquê?
E 'isto' não está um tanto amontoado a fazer crer numa vanguarda...
pois!
(Percebe-se que não resmungue -sublima e minimaliza, provavelmente)
Nunca mais foi ao Leste?
Caro Pirata:
A arte, como tudo, tem destas coisas: ou se gosta, ou não, independentemente do "valor intrínseco" que a obra possa ter (discutível, eu também acho!).
Há uma coisa a que todos têm direito, e que dispensa juízos de valor: a experiência estética perante o que se vê (seja uma "obra" de arte, uma paisagem, alguém que nos impressione pela sua expressão, forma de vestir, etc.). Gosta-se, sem a obrigatoriedade de fundamentar porquê. O contrário é, igualmente, válido; dizer "não gosto" é um direito a respeitar.Também é verdade que os padrões e valores estéticos não são universais (entre eles o tal "belo"), pelo que aquilo que para uns é "bonito", para outros não o é.
Eu gostei e gosto da desta escultura do Ole, embora, neste caso, ao contrário do que acontece com a maioria das suas criações, não sublime. Identifico-me com ela, com os seus elementos; agrada-me do ponto de vista estético, apesar da sua assumida influência de Miró.
Ele é, reconhecidamente (também a nível internacional) um dos GRANDES (se não o maior) das artes plásticas contemporâneas angolanas.
Quanto ao "Leste", a qual deles se refere? Se for ao leste de Angola, saiba que, pelos motivos que já dei a perceber, há anos que aí me desloco com frequência. Tenho viagem marcada para o próximo mês.
Um abraço.
... d'Angola, claro.
Quem me dera poder ir consigo!
Para rever e ver e (re)integrar a (re)visão.
Infelizmente, aeroportos e aviões com mais de 359 passageiros a bordo só por fortíssima obrigação!
Se tiver paciência e boa vontade qb mande fotos e impressões que bem lh'agradecerei.
Um abaraço para si também
António Ole
Que Angola, saiba reconhecer e valorizar o quem tem. Pelo menos ele conseguiu além fronteiras ser reconhecido e considerado. Como me custa saber que tantos, mas tantos, poderiam ser aproveitados e mostrar as suas capacidade artistícas. MAS ANGOLA NÃO AJUDA. NÃO APOIA E MUITAS VEZES QUANDO RECONHECE FECHA OS OLHOS.
Eu tambem gosto e está lindo onde está.
Um abraço muito apertadinho minha menina que ensina, que deu e que dá tanto e que tropeça em cegos.
Mulemba
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