Sentido prático ou irresponsabilidade?
De facto, há sempre alguém que "tem ideias" sobre aquilo que vulgarmente se diz não lembrar ao Diabo. Quem, quem? Nós, os angolanos, por exemplo!
Vejam isto:
Como não tinha tempo para o fazer, pedi a alguém que me fosse tratar de um Atestado Médico para "efeitos de emprego". Notaram algo de anormal? Foi o que eu pensei quando me garantiram que era possível.
Tentei a sorte (ou o procedimento legal): entreguei o meu B.I. com uma nota de 1000 Kz e... surpresa! Segunda-feira fica pronto o Atestado Médico que me foi passado sem eu nunca ter aparecido e, portanto, sem qualquer exame médico.
Como para esses "efeitos de emprego" é igualmente necessário um Certificado de Registo Criminal, na Delegação Províncial de Saúde, num guichet ao lado daquele dos atestados médicos, também se passam esses documentos. E ainda mais barato do que no Departamento de Identificação Criminal do Ministério da Justiça, onde eu mandei passar o meu.
Até me apetece perguntar, homenageando o autor da frase: "E esta, hein?"
Vejam isto:
Como não tinha tempo para o fazer, pedi a alguém que me fosse tratar de um Atestado Médico para "efeitos de emprego". Notaram algo de anormal? Foi o que eu pensei quando me garantiram que era possível.
Tentei a sorte (ou o procedimento legal): entreguei o meu B.I. com uma nota de 1000 Kz e... surpresa! Segunda-feira fica pronto o Atestado Médico que me foi passado sem eu nunca ter aparecido e, portanto, sem qualquer exame médico.
Como para esses "efeitos de emprego" é igualmente necessário um Certificado de Registo Criminal, na Delegação Províncial de Saúde, num guichet ao lado daquele dos atestados médicos, também se passam esses documentos. E ainda mais barato do que no Departamento de Identificação Criminal do Ministério da Justiça, onde eu mandei passar o meu.
Até me apetece perguntar, homenageando o autor da frase: "E esta, hein?"





6 Comentários:
PWO
"jeitos" que a humanidade encontra
pra burlar leis que não aceitam
porque não foram pensadas pra elas.
bru
É isso, Bru. O homem, cada vez menos humano (sobretudo no Ocidente) faz leis que sabe, à partida, que a sua natutreza animal não lhe permitirá cumprir.
Aqui não é muito diferente. O "esquema" está oficializado. Haja ideias "originais" para pôr em prática e dinheiro para dar os "porcentos".
Despacho do director geral:
Face às informações recebidas
constato da existência de Vampiros
assim determino que se criem com
urgência "vampirinhos "Publique-se.
franco atirador
Lá como cá!
Para não falar nos exames que se fazem por fax ou os diplomas que se compram em troca de favores políticos, também os atestados médicos servem para os pais justificarem as faltas dos filhos aos exames, que coitadinhos não tiveram tempo de se preparar durante o ano e quando confrontados com essa ilegalidade, ainda se sentem indignados.
Um atestado médico em regime acelarado para concurso a um emprego... nos momentos que vivemos e associamos falta de emprego = fome, exclusão social; perfeitamente entendível
Claro, Corsário. Entendível por esses e outros motivos que eu cá sei.
Mas eu prefiro ver as coisas pelo lado prático: imagina um atestado passado e carimbado pela Delegacia de saúde de Luanda (com o nome do médico por extenso), confirmando que um cidadão qualquer não sofre de doenças infecto-contagiosas, nomeadamente tuberculose e lepra (assim especificado no tal documento) quando em Angola os índices de tuberculose e mesmo de lepra são elevadíssimos...
Imagina um tipo tuberculoso a tossir "na boa" no meio de uma repartição cheia de pessoas.
Imagina a irresponsabilidade disto tudo. Uma coisa é um país onde estas doenças altamente contagiosas estão controladas (ou praticamente controladas), outra é um país onde só há controle quando as pessoas (sem suspeitarem do que têm) vão aos hospitais já em estado avançado da maleita.
Não tem graça, nem pode ser visto de forma tão despreocupada, tipo, como dizem cá: "é normal"
Realmente, assim sendo é objecto de consciência.
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