É completamente arrepiante, até quando é que isto se vai aguentar assim com responsáveis tão irresponsáveis a direccionarem países e o mundo para um vazio, para um nada tão atrozmente assustador!
Texto que apanha a essência do que é Luanda aos contrastes, mas só o pode sentir quem vive nessa terra ou quem vive essa terra ou quem gosta demais dessa terra para a ver sofrer assim. Tem graça que é vulgar este sentimento dos portugueses por Portugal. Têem vergonha do seu país e da sua nacionalidade. Até é verdade que Portugal é "pequeno", mas as coisas não se devem misturar. Gostei do artigo e da denúncia que faz! Beijo Phwo.
Não consigo ler isto até ao fim, phwo. Desculpa. E depois fico sempre com aquela desconfiançazinha de que esta prosa foi publicada JUSTAMENTE (quem mandou lá os jornalistas? quem os aceitou? quem é o dono do Expresso?) para que a gentinha comum, eu e tu! fique a saber quem manda, como manda e como seria inútil desafiar ou confrontar semelhante riqueza-poder - é dramático, trágico...
Independentemente das boas/más/desonestas/oportunistas/encomendadas/etc. intenções de jornalistas, donos de jornais, simpatias ou anitipatias políticas (não somos tão gentinha comum que não percebamos tudo o que se subentende em paralelo) eu, que vivo aqui, sei que é assim. Exactamente (e ele não mente nem inventa) assim. Não é possível ser-se isento relativamente a esta ostentação obscena e arrogante. E isto choca!! (Não me venham com a "dica" de que "emtodooladoéassim"!!!
Pois... é mesmo isso! Não mente nem inventa; descreve como vive quem avilta! e assim habitua e atenua a revolta; torna tudo 'normal'...
A imprensa escrita e a televisão são megafones muito caros e cuja função, valiosíssima, não é generosa, é interessada e tem como finalidade a garantia do retorno do inevstimento e da segurança e continuidade dos interesses envolvidos. Nós, gente comum, não saberiamos distinguir o detalhe para além da análise genérica.
Essa reportagem é claramente provocatória, ordinária no conteúdo, reles no objectivo e desarticulada. Comparo esse tipo de reportagem ao jornalismo hardcore. Por vezes os comentários e indignações mais me parecem de saudosistas ou frustados que não se importavam que a seu tempo Angola fosse independente desde que os facistas fossem substituidos por eles em vez do país ter sido entregue aos Angolanos. Neste contexto considero a reportagem e os seus apoiantes de elevada concentração de racismo velado.
Há perto de 50 anos, o médico e poeta luandense Cochat Osório publicou um poema sobre Luanda, que talvez se possa aplicar aos dias de hoje, pelo menos em parte. Tomo a liberdade de chamar a atenção para os versos finais desse poema, que há algum tempo postei no meu blog.
"(...)terra que o sol queimou para a tornar mais sã;
é feita com a força consciente da luta continuada desta gente que vive e sofre e ri e canta e sente e encharca de suor os dias da semana!" (Cochat Osório, in "Cidade", Luanda 1960)
Pois é, meu amigo. Tens razão. É assim, apesar de... Sem romantismos, são assim os angolanos; é assim o povo angolano. Contorna o sofrimento em cada dia que passa com dor, muita dor, mas uma sabedoria imensa que passa por uma alegria com que se defende. Por isso, se abusa; por isso, eles abusam.
9 Comentários:
Achei essa reportagem da mesquinhês do tamanho de Portugal.
O portugalzinho sem ar, de tanga!
Zarpei.
É completamente arrepiante, até quando é que isto se vai aguentar assim com responsáveis tão irresponsáveis a direccionarem países e o mundo para um vazio, para um nada tão atrozmente assustador!
Texto que apanha a essência do que é Luanda aos contrastes, mas só o pode sentir quem vive nessa terra ou quem vive essa terra ou quem gosta demais dessa terra para a ver sofrer assim.
Tem graça que é vulgar este sentimento dos portugueses por Portugal. Têem vergonha do seu país e da sua nacionalidade.
Até é verdade que Portugal é "pequeno", mas as coisas não se devem misturar.
Gostei do artigo e da denúncia que faz!
Beijo Phwo.
Não consigo ler isto até ao fim, phwo. Desculpa.
E
depois
fico sempre com aquela desconfiançazinha de que esta prosa foi publicada JUSTAMENTE (quem mandou lá os jornalistas? quem os aceitou? quem é o dono do Expresso?) para que a gentinha comum, eu e tu! fique a saber quem manda, como manda e como seria inútil desafiar ou confrontar semelhante riqueza-poder - é dramático, trágico...
Independentemente das boas/más/desonestas/oportunistas/encomendadas/etc. intenções de jornalistas, donos de jornais, simpatias ou anitipatias políticas (não somos tão gentinha comum que não percebamos tudo o que se subentende em paralelo) eu, que vivo aqui, sei que é assim. Exactamente (e ele não mente nem inventa) assim. Não é possível ser-se isento relativamente a esta ostentação obscena e arrogante. E isto choca!!
(Não me venham com a "dica" de que "emtodooladoéassim"!!!
Pois... é mesmo isso!
Não mente nem inventa; descreve como vive quem avilta!
e
assim
habitua e atenua a revolta; torna tudo 'normal'...
A imprensa escrita e a televisão são megafones muito caros e cuja função, valiosíssima, não é generosa, é interessada e tem como finalidade a garantia do retorno do inevstimento e da segurança e continuidade dos interesses envolvidos.
Nós, gente comum, não saberiamos distinguir o detalhe para além da análise genérica.
Essa reportagem é claramente provocatória, ordinária no conteúdo, reles no objectivo e desarticulada.
Comparo esse tipo de reportagem ao jornalismo hardcore.
Por vezes os comentários e indignações mais me parecem de saudosistas ou frustados que não se importavam que a seu tempo Angola fosse independente desde que os facistas fossem substituidos por eles em vez do país ter sido entregue aos Angolanos.
Neste contexto considero a reportagem e os seus apoiantes de elevada concentração de racismo velado.
Há perto de 50 anos, o médico e poeta luandense Cochat Osório publicou um poema sobre Luanda, que talvez se possa aplicar aos dias de hoje, pelo menos em parte. Tomo a liberdade de chamar a atenção para os versos finais desse poema, que há algum tempo postei no meu blog.
"(...)terra que o sol queimou para a tornar mais sã;
é feita com a força consciente
da luta continuada desta gente
que vive
e sofre
e ri
e canta
e sente
e encharca de suor os dias da semana!"
(Cochat Osório, in "Cidade", Luanda 1960)
Pois é, meu amigo. Tens razão. É assim, apesar de...
Sem romantismos, são assim os angolanos; é assim o povo angolano. Contorna o sofrimento em cada dia que passa com dor, muita dor, mas uma sabedoria imensa que passa por uma alegria com que se defende. Por isso, se abusa; por isso, eles abusam.
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