Sábado, Julho 14, 2007

A ilha bateu no fundo

Há dias "comment"-ava-se sobre o fundo da ilha, a felicidade e outros etecéteras.
Pois bem, aqui está uma foto que não mostra bem o estado lastimável do "fundo da ilha", praticamente coberto por botecos improvisados com tendas de campanha, divisórias de bambu, cadeiras de plástico e grelhadores inventados com jantes e grelhas das sarjetas (dão bwé de jeito), onde se fazem "pinchos" e outros churrascos, enquanto os automóveis levantam o pó necessário a manobras que os consigam arrumar neste conjunto cenográfico onde, claro está, não falta o lixo aos montinhos e o vasilhame de bebidas por todo o lado.
Sorry se acabei com o romantismo de alguns. Mas tudo isto é relativo. "Há bem quem goste".
Ah! Também há um carrocel e uma roda gigante, daquelas de parque de diversões. "Ôba!".
(O problema deve ser quando falta a energia...)



Um dia destes trago as "obras de vulto" que estão a ser construídas lá.
(Se estão a pensar nisso, é verdade; A ilha de Luanda, por questões técnicas, não suporta construções de grande porte, interdição que agora não interessa mesmo nada!)

10 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Isto foi substituir a Barracuda ?
pinchos e outros grelhados com a poeira dos carros, tudo bem deve
ser um novo tempero !!! agora um carrocel e roda gigante ???? Essa malta pirou da tola. um bom fim de semana. Franco Atirador

15-07-2007 0:02  
Anonymous Pai Ubu disse...

A foto foi tomada à distância. Será que Pwo receia a poeira e o aroma de fritura? Vá lá de novo e chegue mais! Brinde-nos com um close da grelha de sargeta, ora utensílio de cozinha. Eis aí uma idéia estupenda, atestando a criatividade do meu povo.

15-07-2007 18:47  
Blogger Phwo disse...

Anónimo: Não, a Barracuda ficava do lado da contra-costa. Este cenário fica mesmo em frente, mas do lado da Baía.

Caro "pai ubu": De facto, não é lugar que eu frequente. Não tenho gosto em me sentar para comer em locais onde pessoas se misturam com lixo e dejectos. As preocupações de higiene são um "capricho", eu sei, mas sou assim. Também tenho o direito aos meus "defeitos", não acha??
Agora, interessante, interessante mesmo seria o meu amigo sair do Brasil e vir passar umas férias a Angola para registar de perto a verdadeira criatividade dos angolanos, da qual o exemplo que aqui pus não faz parte, nem é motivo de orgulho.
Um abraço e volte sempre.

16-07-2007 14:07  
Anonymous Corsário disse...

Acabo de passar por Luanda.
Na verdade a ilha está muito desordenada, de longe os tempos em que os pescadores davam uma certa atmosfera e tranquilidade à ilha. Quanto ao resto; não lugar em África como a Lua.

16-07-2007 17:01  
Blogger João Dias de Carvalho disse...

Uma primeira nota para dizer que aprecio o seu blog, em particular, o seu realce as questões dos edificios de Luanda e da sua conservação.

Hoje, passei pelo Palácio de Ferro (julgo que este é o nome correcto) e fiquei com a impressão de que estão a construir um novo edificio. É verdade ou estão a fazer uma recuperação do existente?

O mercado do Kinaxixe continua abandonado?

Este tema da Ilha, que também tenho andado a tentar retratar, julgo que merecia alguma atenção!

Cumprimentos

16-07-2007 23:02  
Blogger Phwo disse...

Corsário: Como conseguiste ver, com o barco tão ao largo? Só te digo que são melhores os teus binóculos do que o meu telemóvel.

João D. Carvalho: Obrigada pela tua visita.
Quanto ao Palácio de Ferro, transcrevo aqui a resposta a uma pergunta sobre demolições feita por uma leitora, a Bete. Faço-o porque contém alguma informação:
«Esse ainda não. Digo esse, porque demoliram o Palácio de D. Ana Joaquina.
Depois de anos de degradação, espoliação, negociatas e destruição quase total, sobrou apenas o esqueleto de ferro.
Saliento que durante os anos 90 ele esteve para ser recuperado para o Instituto de Artes, mas há coisas fantasticamente mais fortes, não há?
Assim, foi "apanhado" pela ENDIAMA (Empresa de diamantes estatal) e está a ser recuperado para o Museu do Diamante. Vamos ver como fica.»
Um abraço.

17-07-2007 2:31  
Blogger Phwo disse...

João D. Carvalho: Sobre o mercado do Kinaxixi... parece abandonado, mas não está. Depois de terem "ruado" os vendedores populares, o edifício está à espera da sua sentença de morte: ser transformado em Centro Comercial para ricos.

17-07-2007 3:30  
Anonymous Corsário disse...

Phwo: Não entendi o trocadilho dos binóculos e telemóvel.
- Tenho nacionalidade Angolana, por isso posso dizer estava em casa. Almocei um dia uma muambada de galinha ao lado do antigo Teatro Avenida e tive a oportunidade de ir à ponta da ilha onde também almocei.
A noite é um previlégio meu na ponte do navio, o silêncio, as estrelas, o meu amigo Maeyers e algum autor que me pique a inteligência para me manter sobrio.

17-07-2007 9:53  
Blogger Phwo disse...

Corsário: Fica meio difícil explicar uma "piada", mas vou tentar. Era uma brincadeira sobre o que disse o "pai ubu" ao referir que a minha foto (feita com o telemóvel) tinha sido tirada de longe. É que tu, sendo "corsário" tinhas o barco ao largo (da ilha de Luanda), mas mesmo assim conseguiste ver (com os binóculos) a ilha desordenada.
Enfim... uma metáfora ou a tentativa de...
Tudo muito "ao largo" de comidas típicas ou nacionalidades / naturalidades genuínas. Já deves ter percebido que, para mim, não é isso que faz um "nacional", seja de que país for.

17-07-2007 11:33  
Anonymous Corsário disse...

Partilho e concordo consigo esse conceito de nacionalidade. Para meu conforto, tenho mais do que uma e a Angolana não abdico, no entanto é um facto que acabo por me sentir estrangeiro em todo o lado e por vezes, mais ainda, em Luanda. É na comida e na música que mais sinto a raíz.

17-07-2007 12:03  

Enviar um comentário

Hiperligações para esta mensagem:

Criar uma hiperligação

<< Página inicial

users online