Pontos nos "Is" e traços nos "Tês"
É incrível a coragem (mais do que atrevimento) das pessoas para se referirem ao que não sabem, convencidas de que estão a ser, no mínimo, brilhantes. E embora sejamos exímios nessa matéria, isto não é, note-se, uma exclusividade dos angolanos.
Como estou habituada (é "normal"), nem sempre reajo (para quê?). Mas, quando isso implica as áreas que respiro, ou quando o sentido de humor se esgota... não dá para condescender. Enfim...
Há tempos "aborreci-me" e o Jornal de Angola publicou-me a "birra".
Partilho-a Aqui.
Se não for possível abrir este link, existe Aqui uma alternativa.
Como estou habituada (é "normal"), nem sempre reajo (para quê?). Mas, quando isso implica as áreas que respiro, ou quando o sentido de humor se esgota... não dá para condescender. Enfim...
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8 Comentários:
dá-lhes com força... por que raio temos que ser sempre politicamente correctos e engolir tudo???
Há quem chegue à hipocrisia de preferir o politicamente correcto à incómoda frontalidade. Covardia ou savoir vivre? LOL.
Gostei do texto. Do toque de pedagogia a apelar à ignorância dos que se atrevem.
Um texto que critica mas que apresenta reflexões e sugestões concretas vindas de quem sabe, portanto, realizáveis.
Afinal nem tudo em Angola é mau, pois vejo que há gente culta, conhecedora e inteligente.
Um abraço e obrigada pela partilha. Que todas as birras fossem deste nível!
Maria Fernanda S.T.
EXCELENTE texto! Assim é que é.
Um abraço, parabéns e FORÇA!
Caras Maria Fernanda e Ali_se:
Sinto-me lisongeada com os vossos comentários.
Face a uma situação que considero complicada (ou mesmo grave) no que diz respeito à definição de conceitos, filosofias, reflexões, posturas (etc.), relativamente à cultura e às artes em Angola, vou fazendo o que posso, tentando manter alguma serenidade, o que nem sempre é fácil.
Obrigada.
E o que nos diz desta notícia >>> http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=542569 ???
Ali_se: Se é a Cremilda que o diz, talvez seja verdade. Ela é uma das nossas referências da literatura infantil, campo onde temos poucos, mas bons escritores. Todavia, é o que eu digo em relação à dança: não basta incentivar à escrita, sob pena de haver proliferação de literatura medíocre (o que já vai havendo, infelizmente).
Sobre a distribuição, é bem verdade, assim como o é a falta de círculos de leitura, de professores primários capazes e de programas de alfabetização para que os pais das crianças angolanas os possam entusiasmar pela leitura.
Há vontade e receptividade. O que por vezes falta é a competência e o dinamismo desinteressado (sem contrapartidas materiais) para criar momentos simples, mas de grande e produtiva fruição cultural, artística ou de outra natureza social.
Grande texto - Grande mulher !!!!
Parabens, e toda a força do mundo, pois deve ser complicado lutar contra os mediocres.
Franco atirador
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