Plural de Instalação = (falta de) Instalações
Podia bem ser uma instalação e chamar-se "Pá amarela partida, tentanto apanhar uma carica sobre carteira velha do tempo do colono".

A falta de "instalações" das escolas de arte, origina "espectáculos" desta natureza.
Pode sempre tentar ludibriar-se o estranho dizendo que é uma "instalação", um "objecto de arte", uma "peça vanguardista", um projecto genial no futuro, agora sem ninguém que o entenda (ó dilema dos grandes génios criadores!).
Mas, não. Não se cansem à procura de "intelectualidade" onde ela (infelizmente) não existe.
Isto é tão só um close up da imagem de uma "espécie-de_sala_de_aulas", atabalhoadamente inventada entre uma sala de espera (à qual partiram as paredes), uma cantina gordurenta e um corredor de acesso. Esta última zona de passagem mantém as suas funções e o seu movimento habituais, independentemente de estarem ou não aulas a decorrer.
"Modernisses" ou falta de tudo? Promiscuidade, talvez. Tanta gente em tão exíguo espaço...
E a pá amarela não apanha esse "lixo"?
Nada! Nem esse, nem nenhum! É uma pá burguesa e intelectual!!! Está a "xkansar" (ou a pensar como convencer a carica a subir sozinha, para ela não ter trabalho) enquanto a senhora da limpeza já foi para voltar mais de novo amanhã.
E ainda há quem ache justo fazer-se a pergunta do resignado: " Se não sei quê e não sei quê*, vamos fazer mais como então?"
Nunca mais!
* Se é o problema que estamos com ele

A falta de "instalações" das escolas de arte, origina "espectáculos" desta natureza.
Pode sempre tentar ludibriar-se o estranho dizendo que é uma "instalação", um "objecto de arte", uma "peça vanguardista", um projecto genial no futuro, agora sem ninguém que o entenda (ó dilema dos grandes génios criadores!).
Mas, não. Não se cansem à procura de "intelectualidade" onde ela (infelizmente) não existe.
Isto é tão só um close up da imagem de uma "espécie-de_sala_de_aulas", atabalhoadamente inventada entre uma sala de espera (à qual partiram as paredes), uma cantina gordurenta e um corredor de acesso. Esta última zona de passagem mantém as suas funções e o seu movimento habituais, independentemente de estarem ou não aulas a decorrer.
"Modernisses" ou falta de tudo? Promiscuidade, talvez. Tanta gente em tão exíguo espaço...
E a pá amarela não apanha esse "lixo"?
Nada! Nem esse, nem nenhum! É uma pá burguesa e intelectual!!! Está a "xkansar" (ou a pensar como convencer a carica a subir sozinha, para ela não ter trabalho) enquanto a senhora da limpeza já foi para voltar mais de novo amanhã.
E ainda há quem ache justo fazer-se a pergunta do resignado: " Se não sei quê e não sei quê*, vamos fazer mais como então?"
Nunca mais!
* Se é o problema que estamos com ele





9 Comentários:
Simplesmente genial! Ao mesmo tempo que questiona o sentido e o valor daquilo a que se pode chamar "obra de arte"!
Gosto da sua sensibilidade.
Com respeito,
João Macedo Fernandes
Antecipou-se ao meu comentário, realmente iria enquadrá-lo na arte urbana. Quanto à carica, não era para ir para o lixo. Recordo-me que, com a idade em que me sentava nessas secretárias, as caricas eram para colar as caras dos jogadores de futebol do jornal de segunda-feira, fazia-mos as equipas e jogámos com um botão a fazer de bola.
Neste quadro, permita-me dizer-lhe que quem fica mal é a professora.
Phwo, numa entrevista à estação de rádio TSF, o José Eduardo Agualusa referiu-se a ti.
Ops! Carreguei na tecla "Enter" sem querer. É a força do hábito...
Repito: Numa entrevista à estação de rádio TSF, o José Eduardo Agualusa referiu-se a ti. Se quiseres saber as coisas "horríveis" ;-) que ele disse de ti nas tuas costas, ouve aqui. A entrevista completa pode ser ouvida aqui.
Um abraço
Delicioso o gozo!
Apetece-me "jogar à carica"!
Assim:o dedo médio atrás do polegar, imediatamente junto à tampinha. Depois, é deixar soltar a "mola"!
Vai tudo à frente... tuuuuuuudo!
Experimenta!
Beijo.
Achei curioso o título da imaginada instalação
porque me dá notícia de uma 'gíria' que nãoconnhecia e que me parece ideológica;
mas
'qual colono'?
é a pergunta que apetece fazer;
aquele (aqueles!) que nasceram lá, em Angola, e foram expulsos por 'mimetismo' ou aqueles que vieram de Cuba, de passagem, em nome de outros que ainda aí estão?
Postoassim, uma vez que não se pode falar nos colonos de facto por serem os patrões do actual patrão.
(leio mais logo, o resto do texto...)
João Macedo: Essa é uma discussão que me agrada particularmente: o que é e o que não é arte; aceitar (ou não) o que há de relativo em cada postura a favor e/ou contra.
Corsário: Um(a) professor(a) só fica mal num "quadro" onde os alunos percebem a sua incompetência, o que neste caso acontece. Tem, portanto, razão!
Denudado: Estás atento, amigo. Sabes que não é a primeira, nem a segunda vez que o Agualusa diz essas coisas "horríveis" de mim nas suas entrevistas. E eu sou sempre apanhada de surpresa por algum amigo que me vem dar conta das suas palavras. Obrigada.
Daniel: Olha que isso de soltar a mola e levar tudo à frente... deu-me uma ideia. Vou experimentar. Outro.
Pirata: É como dizes. Uma gíria política, um chavão que serve sempre de estiga. Foi propositado, claro! Mas se quiseres interpretar textualmente, posso adiantar-se que estas carteiras são do tempo da "Província de Angola" e talvez até tenham vindo da "Metrópole".
Eu sei.
Mas também não terá levado a mal que eu denuncie o sublinhado estigmatizante, sempre que o vejo.
É que... dessa colonização ficaram, como sabe, muitas coisas insubstituíveis ou insubstituídas, o que faz com que, sendo os dias de hoje de pura presúria, consentida e sem rebuço nem princípio, deixe de haver substrato moral ou suporte conceptual para esse tipo de propaganda primária, anti-portuguesa, eventualmente anti-branca e que só se admite no cidadão pouco letrado ou no operador do Estado altamente colocado.
Fantastico, sedutor, belo.....
duma sensibilidade extenuante.
O pormenor da "carica" delicioso.
Despacho do Director Geral:
Determino o envio urgente da obra em causa para lisboa, para ser junta à coleção do Joe Berardo...
Cumpra-se.
Franco Atirador
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