Desculpem qualquer coisinha.....
Desculpem mesmo, mas é-me impossível não comentar. Digamos que não resisto ao meu próprio instinto de ser mordaz e... corrosiva. Faz parte, já se devem ter habituado.
Mas hoje estou bem disposta!!!
Ora vejam que lindo prédio nasceu entre o Largo Serpa Pinto (se calhar já mudou de nome, mas toda a gente insiste neste) e a Mutamba.

Amarelinho "cheguei!" com janelinhas em arco e colunas gregas a lembrar o renascimento europeu.
Como passei depressa não reparei se é para escritórios de grandes empresas multinacionais ou angolanas não menos multi, ou se é daqueles para habitação onde os apartamentos custam entre 500.000 e 1.000.000. de dólares americanos cada um, mas que já estão todos vendidos (haja kumbu!).
Chegada à Mutamba, e como andava a polícia por ali (olhem para o canto inferior esquerdo), tirei a foto (aqui em baixo) a medo, não me fosse ele "pentear" e ficar com a máquina. Não está grande coisa, mas podem ver-se os melhoramentos substanciais introduzidos no velho e démodé edifício da Fazenda.

Fotos: Phwo
Sim porque o arquitecto Vieira da Costa já morreu (agora pode-se alterar a sua obra à vontadinha!), não percebia nada de sistemas de ventilação natural em países tropicais e, para além disso, o prédio não estava nada bonito com aquelas enormes e amplas varandas sem os vidros fumados. Desculpem lá, mas agora, com dezenas de aparelhos de ar-condicionado e um brutal gerador para garantir o fresquinho é que está a kuiar!
Gastos exagerados de energia? Poluição? Náaaaaaaaaaaaa! O que é isso? Porque é que há a mania de criticar os "embelezamentos" e não se viram antes para os milhares de carros velhos importados da Europa onde já reprovaram em todas as inspecções por se terem tornado verdadeiros criminosos contra o ambiente?? (Dahhh...)
Finalmente cheguei à Ilha para a minha aula de batuque. Na praia, tratei de usufruir ao máximo do saber do meu Mestre, antes que os esgotos do restaurante chinês, ali mesmo colado, desatassem a jorrar litros de tudo para o mar.
A aula correu bem e fiquei feliz.
Mas hoje estou bem disposta!!!
Ora vejam que lindo prédio nasceu entre o Largo Serpa Pinto (se calhar já mudou de nome, mas toda a gente insiste neste) e a Mutamba.

Amarelinho "cheguei!" com janelinhas em arco e colunas gregas a lembrar o renascimento europeu.
Como passei depressa não reparei se é para escritórios de grandes empresas multinacionais ou angolanas não menos multi, ou se é daqueles para habitação onde os apartamentos custam entre 500.000 e 1.000.000. de dólares americanos cada um, mas que já estão todos vendidos (haja kumbu!).
Chegada à Mutamba, e como andava a polícia por ali (olhem para o canto inferior esquerdo), tirei a foto (aqui em baixo) a medo, não me fosse ele "pentear" e ficar com a máquina. Não está grande coisa, mas podem ver-se os melhoramentos substanciais introduzidos no velho e démodé edifício da Fazenda.

Fotos: Phwo
Sim porque o arquitecto Vieira da Costa já morreu (agora pode-se alterar a sua obra à vontadinha!), não percebia nada de sistemas de ventilação natural em países tropicais e, para além disso, o prédio não estava nada bonito com aquelas enormes e amplas varandas sem os vidros fumados. Desculpem lá, mas agora, com dezenas de aparelhos de ar-condicionado e um brutal gerador para garantir o fresquinho é que está a kuiar!
Gastos exagerados de energia? Poluição? Náaaaaaaaaaaaa! O que é isso? Porque é que há a mania de criticar os "embelezamentos" e não se viram antes para os milhares de carros velhos importados da Europa onde já reprovaram em todas as inspecções por se terem tornado verdadeiros criminosos contra o ambiente?? (Dahhh...)
Finalmente cheguei à Ilha para a minha aula de batuque. Na praia, tratei de usufruir ao máximo do saber do meu Mestre, antes que os esgotos do restaurante chinês, ali mesmo colado, desatassem a jorrar litros de tudo para o mar.
A aula correu bem e fiquei feliz.





14 Comentários:
eh eh eh
as tuas observações arquitecturais são au point...
mas mamarrachos destes há em todo o lado... sim, aqui tb, nesta velha Europa...
Q'órrour...
Fuja!
Já lhe disse
mas cuidado!
neste aspecto, Lisboa não será melhor.
Agora apareceu cá (Gulbenkian) uma colega sua bastante 'dífícil' - Nelisiwe Xaba. Conhece?
Tenho pena que as fotos não sejam visualizadas, pelo menos hoje tentei duas vezes e não deu, mas são obras que conheço bem, apesar da primeira ainda não estar concluida em Fevereiro, quando lhe cliquei uma foto
Abraços e estou a gostar desta tua 'nova' faceta. É muito positiva mesmo que possa parecer pouco politicamente correcto (onde é que eu já ouvi isto?)
Adorei tua crítica!!
...Adorei "conversar" contigo no Skype!
Um beijo com muita saudade!
Nelsinho
Boa! Com esse ar de bem disposta consegues o cinismo perfeito e ideal para atacar sem dó nem piedade.
Só não percebe quem não quer.
Continuas em forma.
Beijinhos
Inominável: Pois é... mas depois das más experiências alheias, não habia "nexexidade".
;-)
Pirata: "órrour" tem piada. É mais ou menos assim o filme por aqui.
Quanto a Nelisiwe Xaba, nunca vi nada dela, mas já tinha lido sobre. É uma coreógrafa da nova geração sulafricana, cujo trabalho deve ser muito interessante. Essa "dificuldade" pode prender-se com algo que é inerente à dança ou à performance contemporânea, por um lado e, por outro, à subtileza e crueldade com que os novos coreógrafos abordam e criticam as realidades sociais, normalmente dos meios onde vivem.
É também a minha opção coreográfica e sei bem como algumas leituras das minhas peças são... "criativas".
Mas não desista. A dança contemporânea é sempre um desafio às nossas capacidades enquanto espectadores.
Carranca: Não te iludas, meu amigo. Olha que eu estou só a brincar de fingir. Ehehehehe. Bj.
Nelsinho: Também!
Kátia: Lol. Tem de ser assim. Haja alguém que contrarie. Eu gosto de ser o lado (a ovelha?) negro/a da coisa.
;-)
Deixe-me dizer-lhe, a propósito deste post e do anterior, que é de consciências livres e críticas como a sua, de uma lucidez algo amarga e incómoda, que a "consciência cívica" de povos como o nosso, governados por elites venais, precisa, cada vez mais, para uma verdadeira emancipação. Os meus cumprimentos por esta "cidanania atenta". É sempre um prazer visitar o seu blogue. Um abraço, desde longe.
Eu não!
'Difícil', precisamente nesse sentido; do alinhamento da inovação, das leituras ambíguas, dos meios e estilemas inesperados...
Tal como Carranca não consegui visualizar as fotos. Vou tentar uma terceira vez noutra aaltura e aí poderá ser que tenha a sorte.
Kandandu
Eugénio Almeida
Não vejo o prédio e betão armado não me seduz.
Vivo entre o sol e o mar, distingo o troar dos batuques, estou à proa, corre uma brisa que me seca o suor da testa e atenua a irritação originada pelo rio de dejectos a caminho do mar.
Sinto pela sua felicidade, traz-me angustia. Sou corsario
(Info adicional - Também deixei de ver as imagens )
Querida Phwo
Pois eu consigo ver (mais valia que não visse!!!) esses mamarrachos que alguns novos arquitectos(?), praticamente em todo o mundo, têm vindo a "plantar" e crescem que nem cogumelos! Poder-lhes-ão chamar de arquitectura moderna alguns; eu diria, antes, aberrações sem uma ponta de criatividade, de imaginação, de ousadia, de "saber fazer". Porque a arquitectura deve servir outros propósitos, se não unicamente dar vazão ao betão que vai a ritmo acelerado saindo das cimenteiras.
Pois é querida amiga! Continuas em forma! Barra, berra!!!
Beijos
Venho aqui de visita, sempre que me resta tempo para a volta aos blogues da minha curiosidade. O seu figura na minha "sala de visitas", onde sentei pensadores que aprecio, por muito que não os conheça pessoalmente. E me enriqueço nestas idas sem marcação a casa dos outros. Nesta revivo a pureza da sã rebeldia, a inquietação do amanhã que tarda. Através dos seus olhos e das suas mãos vou recebendo retratos da terra onde minha mãe, em fim de tarde, me tirava matacanhas com agulhas de costurar, a Mutamba era a "capital" de Angola no dizer dos calcinhas como eu e a Ilha o destino certo de todas as horas.
Obrigado.
hs
Caros amigos:
Obrigada pelos vossos comentários e pela capacidade de não se chocarem com este outro olhar sobre Angola. Não é por "falar" assim que gosto menos do meu país. É por respeito a ele, que não sou capaz de calar (bem sei que há quem não entenda). mas eu acho que destapando os véus da hipocrisia (aqueles cor de terra vermelha, cor de pôr do sol no Musulu, cor de cheiro a chuva, etc.), deixando a nu estas "paisagens" menos belas, há-de dar-se mais valor a todas as pessoas que, apesar de tudo isto, insistem em ser felizes.
Agradeço as vossas visitas e consideração.
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