"Dançando com a diferença"
Uma prova de que não existem barreiras intransponíveis; de que não há corpos (im)perfeitos; de que a dança não é exclusividade de uma "elite física".
Um exemplo a confirmar que a dança inclusiva é um desafio a aceitar.
Nota: Clicar no título deste post.
Queria esclarecer que, conforme comentário deixado neste post, as imagens do clip não estão directamente relacionadas com o trabalho desenvolvido por Henrique Amoedo (para o qual nos remete o link do título), com o qual estou familiarizada e acho exemplar. Com o link quis validar o título que é, propositadamente, o nome da companhia de dança que criou e dirige, e com a qual trabalha na chamada dança inclusiva, ou seja, um género de dança onde se trabalha com bailarinos portadores de deficiência.
Um exemplo a confirmar que a dança inclusiva é um desafio a aceitar.
Nota: Clicar no título deste post.
Queria esclarecer que, conforme comentário deixado neste post, as imagens do clip não estão directamente relacionadas com o trabalho desenvolvido por Henrique Amoedo (para o qual nos remete o link do título), com o qual estou familiarizada e acho exemplar. Com o link quis validar o título que é, propositadamente, o nome da companhia de dança que criou e dirige, e com a qual trabalha na chamada dança inclusiva, ou seja, um género de dança onde se trabalha com bailarinos portadores de deficiência.





8 Comentários:
Que maravilha, Phwo! Espectacular! O video não trata de mostrar as habilidades de um deficiente, trata de mostrá-lo a inserir-se num meio "normal" e aparentemente vedado aos deficientes, fazendo coisas "normais", que era suposto os deficientes não fazerem. Quero crer que o sorriso dele seja bem sincero e que ele se sinta feliz por estar a dançar assim.
Isto faz-me pensar nos chamados Jogos Paralímpicos, em que os deficientes só competem com outros deficientes. Não se quer ou não se consegue arranjar um meio de os incluir no desporto "normal", pondo-os a competir com pessoas "normais". Eu não duvido um só segundo de que os atletas paralímpicos gostem imenso de fazer o que fazem, mas fico sempre com a sensação de que aquilo é carregado de paternalismo em relação aos "coitadinhos". O próprio prefixo "para-" da palavra "paralímpicos" é exclusivo dos deficientes (quero dizer, exclui-os), em vez de ser inclusivo.
Amigo Denudado,
Tens razão quanto aos "paralímpicos". Embora a iniciativa e a manutenção desse desafio tenha sido um passo enorme para a diminuição do fosso entre os "normais" e as pessoas fisicamente diferentes, bem como para a valorização de outros corpos (com outras potencialidades), a sua designação talvez não tenha sido a mais feliz; deixa passar aquele sentimento de que eles "não são bem aquilo" (como os paramédicos e outros paraetecéteras).
Sabias que no centro de formação da Companhia de Dança CandoCo - a primeira companhia de dança a assumir o profissionalismo de bailarinos portadores de deficiências físicas - as pessoas olham os "normais" como alguém que tem as duas pernas e não como sendo eles a ter apenas uma, por exemplo?
Mas falta ainda muito para o ser humano abraçar a convivência natural e a aceitação das diferenças, sejam elas de que ídole forem...
Awesome show, adorei!
Sem dúvida uma lição de vida e um momento que nos inspira a fazermos um pouco mais por mós e deixarmo-nos de lamurias e complaints!
Obrigado Phwo!
Mazungue
É fantástico o que um corpo "mutilado" é capaz.
Coisas que alguns corpos normais (estou a pensar em pessoas gordas)não conseguem fazer.
Este clip levou-me a pensar, sem dúvida.
Obrigada por este momento. A partir de hoje olharei para os portadores de deficiencia motora com outros olhos.
Maria Fernanda.
Excelente post Phwo.
Continue assim a surpreender os seus leitores com intervenções curtas e poderosas. Obrigado.
Mazungue: Que surpresa (boa, claro!) a tua visita. Esse é também uma leitura a fazer deste clip. Não olhar para os outros como os coitadinhos "diminuídos físicos". Por outro lado, a sua insistência e luta pela integração poderá, um dia, vir a acabar com a expressão que todos hoje usamos "deficientes físicos". Ainda falta muito, mas acredito que lá chegaremos.
Maria Fernanda: Ainda bem que este post trouxe mudanças. Esse era um dos objectivos. Volte sempre.
O vídeo é interessante, mas tome só cuidado com o título, porque é o nome de uma companhia da dança e o vídeo não tem nada a ver com o trabalho deles.
Já agora consulte www.henriqueamoedo.com para ver o trabalho dessa comapnhia.
"Anónimo":
Agradeço a sua chamada de atenção e já fiz os devidos esclarecimentos no post.
De todas as formas, embora o clip aparentemente nada tenha a ver com o trabalho de Henrique Amoedo, de facto trata-se de um exemplo de dança inclusiva, à semelhança do que se passa com o trabalho desenvolvido por este coreógrafo na sua companhia "Dançando com a diferença", onde integra, juntamente com os outros, bailarinos portadores de diferentes tipos de deficiência.
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