
Touki Bouki (1973), um filme de Djibril Diop Mambéty
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Às vezes amigos e conhecidos meus, espalhados pelo mundo, enviam-me novidades sobre o que estão a fazer, dando-me notícia de eventos culturais nos quais estejam a participar (ou de outros que decorram nos vários lugares onde se encontram).
Hoje partilho uma informação que me chegou de Londres sobre o Africa on Screen, uma mostra de cinema africano que tem lugar em três cinemas de Londres, entre 11 de Fevereiro e 18 de Março de 2007.
O mesmo mail trouxe-me ainda uma descrição "de autor" sobre o bairro de Lambeth e, claro, do obrigatório passeio turístico pelas margens do Thames!
Enfim, duas alternativas ao programa viciante de ficar em casa insistindo, "madrugada a dentro", na blogosfera ou outras (esferas) mais ou menos quadradas (bestas ou não).





5 Comentários:
Obrigada pela visita, recebi, sim, o recado. Os melhores auspícios para levares a tua «carta a Garcia».
Tbém recordo - deves conhecer - a retirada de circulação da «Mãe Preta»: Enquanto na senzala pai João apanhava / mãe preta embalava o filho branco do senhor...» com a música que Amália mais tarde branqueou com o Barco Negro...
Duas alternativas para quem vive em Londres,como eu, claro! Não?
Hummm... ;-)
Piadinha, é?
Fica a saber que tenho acompanhado os filmes e de facto, pouco se continua a saber sobre esse grande continente - África, o que é uma pena.
Por aqui faz frio.
Bjs
Thames é o Tamisa?
Uma picada portuguesa
Amiga Phwo, importa-se que eu responda a Jawaa?
A Amália Rodrigues não "branqueou" a «Mãe Preta» de livre vontade. Foi obrigada a "branqueá-la", já que o regime salazarista proibiu a versão original, que estava a constituir um grande êxito.
Lembro-me de que, quando eu era ainda muito pequeno (tinha seguramente menos de 6 anos), assisti ao seguinte diálogo entre a minha mãe e uma vizinha, por sobre o muro do quintal, aqui no Porto:
«Que é feito da "Mãe Preta", da Amália Rodrigues, que nunca mais ouvi no rádio?»
«Não sabe? O Salazar proibiu.»
«Oh, que pena! Era tão bonita!»
Alguns anos depois, apareceu então o "Barco Negro", com a mesma música e um poema de David Mourão-Ferreira, salvo erro.
Acrescento ainda o seguinte: quem tinha a obrigação de não "branquear" a «Mãe Preta», porque agora já não há censura, era a Dulce Pontes.
Ah, ainda mais outra coisa: se não me engano, o estribilho da canção dizia assim: «Enquanto a chibata / chibatava o seu amor, / Mãe Preta embalava / o filho branco do senhor».
olha,eu gostei de ver Àfrica no ecrã, naqueles filmes terríveis que se chamam "O Fiel jardineiro" e "Diamantes de Sangue"... eu sei que é Holliwood, mas decidi dar-lhe uma oportunidade e não me arrependi...
beijos à minha bailarina amarela preferida ;)
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