Sexta-feira, Julho 07, 2006

A França e o Musée du Quai Branly


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? - Repensar a "arte" ou uma questão de... "estratégia" (política)?
? - Reciclar os conceitos de "etnologia" ou uma evidência finalmente "descoberta?
? - Hipocrisia ou "boa fé" (presidencial)?

Uns são a favor outros... estão contra.

Uma notícia: Aqui

Quinta-feira, Julho 06, 2006

Traço a traço


Quando nasceu, o seu corpo parecia nu, mas carregava já um futuro de transformações adivinhadas.
Depois de "fazer" Ukule, a menina mudou de estatuto, e ficou mulher, e mudou de nome e as suas costas começaram a contar uma história. Uma das histórias de um povo que se marca para que a sua nudez seja distinta das demais.
Traço a traço, ferida a ferida.

Quarta-feira, Julho 05, 2006

(ainda) a mulher


Será importante explicar o valor da palavra «phwo»?
Talvez (não)...
Contrariando-me, falo então... de phwo; de mulher corpo, mulher objecto esculpido, mulher representada pelo homem que a dança em homenagem, mulher que planta mandioca na lavra com o filho nas costas, mulher máscara, mulher Lweji – a rainha, mulher que entrega os relevos da sua pele à curiosidade e ao desejo do homem que a preferiu.
Ao raiar do dia – hora de fazer amor (como aprendeu na Mukanda) – ele procura. Sob os dedos que a percorrem, phwo não sente o medo da rejeição. É mulher; phwo mesmo, porque no lugar onde termina o ventre que transportará os filhos que um dia ela «vai nascer», ensina ao companheiro as mikonda, com que lhe provoca na vontade dele.
Nesse momento, ela não lembra mais as dores da lâmina afiada que abriu cada uma das incisões obrigatórias e estrategicamente desenhadas no seu corpo.
É assim ser mulher entre os Tucokwe; é quase assim ser-se Phwo.
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