Sábado, Abril 29, 2006

29 de Abril - 1727 - 1982 - 2006

Instituído em 1982, pelo Conselho Internacional da Dança da UNESCO para ser o Dia Mundial da Dança, o dia 29 de Abril celebra o nascimento do coreógrafo e professor de dança francês Jean-Georges Noverre (1727-1810).



Na sua obra Lettres sur la danse et les ballets (Lyon, 1760), reeditada sob o título Lettres sur les arts imitateurs en général, et sur la danse en particulier (Paris, 1807), Noverre apresenta um conjunto de pensamentos e regras que viriam a inovar a dança a vários níveis, transformando-a numa arte do espectáculo independente e valorizando os seus profissionais.

No início... era a dança

Quinta-feira, Abril 27, 2006

STELARC - "O corpo está obsoleto"

Quarta-feira, Abril 26, 2006

Brevemente...


(Clicar no logo)

Terça-feira, Abril 25, 2006

Cravo


Para alguns, o instrumento precursor do piano; embora para outros tenha sido o clavicórdio.
De facto, o cravo é um instrumento de corda beliscada e não de corda percutida como os outros dois.

Cor de ser livre

Segunda-feira, Abril 24, 2006

Os Sona ou desenhos na areia e a Etnomatemática

Terceiro exemplo: Curvas-de-espelho e Lunda-designs - Pelo Prof. Doutor Paulus Gerdes


Mpanzu ya mwanangana
(Desenho que conta o encontro de quatro chefes cokwe em lugar secreto)

Sexta-feira, Abril 21, 2006

Mukanda - um lugar de metamorfose

Entre os Tucokwe a Mukanda ou instituição de iniciação masculina ocupa um papel de grande importância.
A função desta escola tradicional é situar o indivíduo dentro dos princípios e valores que regem a sua sociedade, tornando-o apto para o exercício dos seus direitos e responsabilidades. Os ensinamentos nela adquiridos permitem-lhe a sua movimentação sem traumas e com eficácia na pirâmide da vida do seu grupo social.

Durante o tempo de permanência na Mukanda, num isolamento absoluto relativamente à comunidade, os jovens iniciandos - tundanji (sing. kandanji) sofrem a metamorfose mais importante das suas vidas: despojados da sua identidade de criança, são preparados para assumir perante a sociedade o estatuto de adulto.



Há a morte e o renascer. Há o nome de leite e o nome que se usará futuramente.
Há os ilombola (sing. cilombola) ou ikolokolo (sing. cikolokolo) que tomam conta deles e lhes ensinam o que em tempos, também eles, viveram no recinto da Mukanda.
... E há a aprendizagem das danças que um dia farão de algum deles um bailarino profissional.

NESTA CANÇÃO, recolhida por Kenichi Tsukada na Zâmbia, um kandanji transporta água para o acampamento e chama pelos outros tundanji, que lhe respondem.

Segunda-feira, Abril 17, 2006

"gaiola dourada"


Foto: Lisa Grant

... até que um dia me libertei do ballet.

Quinta-feira, Abril 13, 2006

Musée du Louvre

Museu do Louvre.
Ainda me lembro da primeira vez que lá entrei. Fui pela mão dos meus pais.
Lembro-me de ter ficado deslumbrada.

Hoje, alguns anos depois, tive a mesma sensação ao abrir este site.
Olhar para o tecto, olhar em volta, olhar pela porta ao fundo do imenso corredor...
[É preciso ter-se alguma paciência para esperar que a imagem descarregue, mas é interessante.]
Boa visita.

Quarta-feira, Abril 12, 2006

Rascunho olhando para o Mussulo


Sem Título (II) - António Ole, 1998

De pé, ele imagina o paraíso, ao longe!...
Barcos, motas de água, mulheres em top less,
são as imagens que entram pela porta sem porta.
A janela, logo ao lado, é muda.
À esquerda, a janela é pequena e está fechada.
A sua única saída.
(Acho até que nem reparou que a casa tem tecto de céu.)
«- Ó maluco, vê se tomas banho, pá! Merda de pobres; nojentos

Domingo, Abril 09, 2006

Enquanto não volto...

A Day in the Life of Africa
Entrar por aqui

Quarta-feira, Abril 05, 2006

Kaponya


Kaponya wa Cihongo wa Cikapa

Entre os Tucokwe estas pequenas figuras esculpidas chamam-se Kaponya [Caponha].
Longe de serem decorativas, e como refere Mesquitela Lima (1981), elas servem para perpetuar, no mundo dos vivos, a existência de um antepassado falecido.
Não sendo apelidadas pelo nome próprio desse antepassado, elas adoptam designações relacionadas com representações colectivas do grupo social.
Nas figuras: a representação do bailarino mascarado Cihongo (Mukixi wa Cihongo), máscara que em tempos passados apenas era utilizada pelo próprio chefe ou alguém directamente proveniente da sua linhagem (sobrinho ou filho).

Domingo, Abril 02, 2006

Memórias de ("espectacular") violência

Hoje, ouvindo Metamorphosis Two*, lembrei-me de quando ela conduziu a minha escrita para um texto ao qual dei vida; mais tarde...
Nele, uma criança de rua agredia um mutilado de guerra...


Foto de Rui Tavares ©

Pois é... neste país também é assim. Os miúdos de rua brincam como podem enquanto que uma mãe qualquer busca outro filho qualquer, talvez morto antes de nascer; entretanto, alguém vai correndo desesperadamente fugindo de todos os medos.

Três dos inumeráveis “solos” que se repetem cá e em todos os outros “lás” para a vergonha de ninguém...

Olhem p’ra nós! Até parece que dançamos!...Sim...dançamos. Todos.
Uma música triste; a música que tirou a cor ao nosso destino.

E para aqui andamos, brincando, correndo, e (re) buscando, tentando (sobre) viver acima da vida.

Quanto a ele... pronto! Não tem um bocado de perna, mas conserva os olhos, com os quais assistirá... a um espectáculo qualquer.


*Philip Glass sempre me atraiu pela melancolia que acabo por descobrir nos seus trabalhos.

Sábado, Abril 01, 2006

MUVART, a coragem da mudança


«Corria o ano de 2002 quando um grupo de jovens artistas com formação e experiências diversas deu início a uma série de acções visando provocar mudanças no ambiente artístico e incentivar a prática da arte contemporânea em Moçambique. Alguns anos volvidos parece não haver dúvidas de que as suas acções estão a ganhar expressão e a atrair cada vez mais interesse...»
Mais aqui...

Sobre este movimento, aconselho o documentário do realizador moçambicano José Augusto Nhantumbo, intitulidado MUVART.
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