
"Esta obra, dividida em dois volumes, levanta o véu para uma outra faceta do ficcionista, poeta, dramaturgo, actor, director de cena, Mena Abrantes, mas principalmente do Grupo Elinga Teatro, ponto de partida do escritor para um estudo e uma teorização do estado do teatro angolano em geral.
O primeiro volume aborda a história do Teatro em Angola, dando relevância aos primeiros dez anos da independência daquele país.
No segundo volume, por sua vez, Mena Abrantes disponibilizou um espaço para a opinião de outras figuras da sociedade angolana, que publicaram os seus pensamentos sobre esta área na comunicação social de Angola, tais como José Redinha e Pepetela, entre muitos outros.
Mini-Biografia: José Mena Abrantes, nasceu a 11 de Janeiro de 1945 em Malanje, onde estudou até aos 15 anos.
Concluiu o liceu em Luanda, tendo-se licenciado em Filologia Germânica em Lisboa (1969).
Viveu exilado na Alemanha Federal entre 1970 e 1974, ano em que regressou definitivamente a Angola e se tornou jornalista.
Em 1975, participou na criação da agência noticiosa ANGOP, a cujo quadro directivo pertenceu durante 9 anos. Antes de ser nomeado assessor de imprensa do Presidente da República, cargo que ocupa desde 1993, foi responsável pelo sector de informação e divulgação da Cinemateca Nacional.
Faz teatro há mais de 30 anos, dirigindo, desde a sua criação em 1988, o Grupo Elinga Teatro, que tem participado com regularidade em festivais de teatro em África, Europa e América.
Mena Abrantes, publicou até hoje doze obras de teatro, duas de ficção em prosa, duas de poesia e dois estudos sobre o teatro e o cinema angolanos. Ganhou por três vezes (1986, 1990 e 1994) o Prémio Sonangol de Literatura.
Obras Teatro: Ana, Zé Zé e os escravos; Nandyala ou a tirania dos monstros; Sequeira, Luís Lopes ou o Mulato dos prodígios; A Orfã do Rei; Teatro I e II (12 peças).
Ficção/Poesia: Meninos; Caminhos Desencantados; Objectivos Musicais; O Gravador de Ilusões; Na Curva do Cão morto.
Estudos: Cinema Angolano - Um passado a merecer melhor presente; O Teatro Angolano, Hoje
FONTE:
Luandadigital.com