A França e o Musée du Quai Branly
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? - Repensar a "arte" ou uma questão de... "estratégia" (política)?
? - Reciclar os conceitos de "etnologia" ou uma evidência finalmente "descoberta?
? - Hipocrisia ou "boa fé" (presidencial)?
Uns são a favor outros... estão contra.
Uma notícia: Aqui





11 Comentários:
Antes isso que nada. Primeiro que tudo a divulgação, depois a crítica virá e que estiver errado pode sempre ser corrigido.
Quando da decisão de construir o Quai Branly, houve inúmeros debates sobre o conceito "arte" - a coleção que hoje está neste museu, e que foi "rejeitada" pelo Louvre, antes estava quase toda no museu da África, America, Ásia e Oceania, ou seja, o "resto" do mundo fora da Europa...
Li um bom livro sobre o tema, do antropólogo Jean-Louis Amselle - "L'art de la friche", Editeur Flammarion, 2005.
É isso. Um abraço, Kelly.
Olá kelly,
Obrigada pela tua informação. A ideia de não mais separar as artes não ocidentais como exóticas, 'diferentes' ou 'primitivas' é boa. (E já vem tarde).
Eu sei que muitas peças vieram do Musée de l'Homme.
A minha questão é: tendo o governo francês as estratégias que tem relativamente às ex-colónias, usando para isso uma determinada política com os emigrantes, a qual não exclui uma forte dose de xenofobia, o que terá levado o presidente a criar tal museu com tais propósitos?...
Conheces a obra de R. Farris Thompson sobre a estética africana? Interessante, também...
Outro abraço.
Pois, o conceito parece excelente. fico com muita vontade o visitar. mas obra de Chirac? e será sempre uma obra de Chirac, como o Pompidou é do Georges, ou o Grand Louvre e a nova Opera é do Mitterrand. Enfim, é claramente uma manobra política. sendo que as grandes obras têm sp um intuito mascarado. Mas associar Chirac e Etnologia é cómico! Talvez esse "desajuste" tb fique para a História.
Olá, Diva!
Gostei da tua visita.
Acho que ambas já dissemos tudo sobre o assunto ;-)
Mas uma coisa é certa: também eu estou ansiosa por visitar o Museu e sentir de perto se, independentemente das motivações que levaram à sua criação, ele funciona como um local onde as "outras" culturas se posicionam no mesmo plano, a todos os níveis, que as culturas ditas "evoluídas".
Phwo, vim para dizer-te que fui ao Quai Branly neste domingo (primeiro domingo do mês, quando todos os museus têm entrada gratuita). Fiquei até com vontade de também ter um blog para registrar essas minhas impressões, mas elas são poucas e esparsas...
Estive por quatro horas no museu e só consegui ver 2/3 da "Afrique" - as peças estão dispostas por ordem regional, e sem ordem cronológica, o que me fez confusão pois, sendo historiadora, as datas, todas misturadas, me deixam um bocado atônita!
De qualquer forma, é também interessante notar que eles indicam quem "doou" as peças - e imagina que há uma máscara geledes doada pela Helene Rubinstein.
E ouvi um menino apontar para uma máscara com chifres de bois no cimo e dizer "papai, são vikings!" - adorei!
Bom, não vou ficar aqui a dizer tudo... tens que ir ver e sentir tu mesma, porque vale mesmo a pena. Um abraço, Kelly.
Kelly: Obrigada pelas notícias que aqui vais deixando. Depois do que dizes, aumentou a minha vontade de visitar este Museu.
Um aspecto interessante, seria que Museus como esse colocassem a autoria das peças. Quando isso acontecer... estamos quites, a África e a Europa.
E olha que essa ideia do blog parece-me boa! Porque não avançar?
Um abraço.
Oi Phwo, olha que essa idéia de autoria das peças é ótima (é verdade que no próprio Quai Branly há umas poucas obras que têm seu autor identificado, mas é a minoria).
E avancei com a idéia do blog, embora ainda esteja engatinhando para encontrar a medida exata das palavras a usar: www.seoproblemaenosso.blogspot.com
Quem sabe quando vieres a Paris podemos nos conhecer? Estarei aqui até 2008...
Um abraço. Kelly.
Kelly: (Para o caso de aqui voltares) Não consigo entrar no link que aqui deixaste para o teu blog. Tenho pena. Pode ser algo circunstancial, mas também pode estar em falta alguma informação, pelo que vou tentando.
Um abraço
Phwo, sempre acabo por voltar! Gosto do teu blog, mesmo! o link outra vez:http://www.seoproblemaenosso.blogspot.com/
Um abraço, Kelly.
Também visitei, com muita curiosidade, o Museu do Quais Branly em Maio de 2007. de facto a arquitectura de Jean Nouvel é notável. Confesso que fiquei impressionada com a modernidade das formas, a inserção na paisagem, o diálogo cerimonioso com a mítica Torre Eifel.O exterior convida, desafia, faz crer que vamos visitar um espaço museológico do futuro. Porém,tal não corresponde. O discurso museológico acentua os arquétipos mais convencionais da Etnografia, da perversidade do folklore, do discurso do exótico ... nós e os outros (os não europeus, os não franceses sobretudo), representados pela espectacularidade surda de objectos descontextualizados, confinados a redomas. Sem alma, sem conflito. Sem História e "estórias" ...
Uma ideia ultrapassada de museu como espaço de confinamento (Foucault) e legitimação dos objectos.
_______
Abraço * Gostei do vos ler ...
iv
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