O carnaval em Angola
No campo da dança popular, o Carnaval é um excelente exemplo do fenómeno de assimilação e articulação de diferentes elementos culturais. “Brincado” essencialmente nas regiões litorais e intensificado a partir do início do séc. XX, assumiu sempre a sua faceta política, representando e caricaturando as situações sociais e as personalidades das diferentes épocas. Da sua hierarquia destacam-se o comandante e a “corte”, onde o rei, a rainha, os príncipes e os guardas, envergam coroas, elmos e roupas de cetim, lembrando as figuras da corte europeia. Paralelamente, a música e a grande variedade de danças como a Kabetula, o Semba ou Varina, a Cidrália, a Kazukuta e a Dizanda, claramente diferenciadas pelos seus ritmos musicais, passos, coreografia e indumentária próprios, são genuinamente africanas. Lembro aqui os nomes de grandes mestres e “passistas” como Joaquim António, “Tio Bastos”, “Tia Santa”, “Mamã Lalá”, “Zé Jindungu” e “Kafuxi”.





3 Comentários:
Obrigado, por me teres recordado momentos felizes da minha infância e adolescência. Só não te digo que te adoro, porque podias pensar que era brincadeira de Carnaval.
Valeu esta postagem.
Lendo isso, me vez reviver os momentos memoraveis da terra mae-Angola.
Muito obrigado.
gostei muito porque me fez lembrar o primeiro e único carnaval que fui comemorar o carnaval na rua
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