Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

Um bom ano novo

Agradeço a todos quantos têm visitado este blog e peço desculpas por não o poder actualizar com a frequência desejada.
Pensemos que... dei umas férias a esta espécie de diário.
Virei sempre que possa. A partir de Fevereiro virei sempre, novamente.
Um abraço.
Pwo

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

A minha Árvore

Árvore

Dizer que também não gosto do Natal começa a ser um lugar comum.
Prefiro contar que nunca passei o natal na neve, nem com neve. O meu natal sempre foi no verão. Chovia, às vezes, e a árvore ficava na varanda. Nesses dias o vento tombava-a e os enfeites eram daquele vidro fininho...
Quando era criança gostava do natal. Era criança... Fazia calor... Não havia ninguém vestido de Pai Natal para me assustar. O meu pai tinha a cara do meu pai e a minha mãe tinha a cara da minha mãe. Os meus avós também não se mascaravam. Era Natal e não Carnaval. Mas iam à "missa do galo". (Ninguém é perfeito...)
Era a única coisa de que eu não gostava, pois enquanto eles não chegavam, a hora de abrir e de me re-surpreender com os presentes que já tinha espreitado com aquele cuidado de filha às escondidas dos kotas, ia sendo adiada.
No dia 25 íamos à praia enquanto se preparava o almoço.
No dia 26, era o aniversário do meu pai! Mas esta festa nunca mais vai acontecer.
Hoje faz um ano que ele se foi embora. Descansa em paz, papá. Temos saudades...
Cada vez odeio mais o Natal!

Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

Soalho flutuante

porta para o mar
Foto Daqui

... foi quando reparei que tinha saído para dentro.

Terça-feira, Dezembro 13, 2005

COKWE

... (tchokwe, tshokwe, tjokwe, chokwe, mas também, aioko, bachok, bachoko, badjok, bajokwe, batshioko, batshoko, chibokwe, chivoke, ciokwe, katxokwe, kioke, kioko, tjivoke, tjivokwe, tshiboko, tshok, tschokwe, tshivokwe, tshivuokwe, tsokwe, tutxokwe, txokwe, vatchokwe, watshiwokwe, quiocos e quiboque.)
Porque achei que a resposta à interessante preocupação colocada no Comment d@ "nu e cru" poderia servir a todos, deixo aqui uma breve explicação a partir da palavra COKWE.
Desde Maio de 1987 que vigoram em Angola os alfabetos criados para seis das principais línguas faladas neste país (Kikongo, Kimbundu, Cokwe, Umbundu, Mbunda e Ocikwanyama), os quais foram elaborados por especialistas angolanos com a prestação de peritos da UNESCO, em linguística, e obedecendo a acordos estabelecidos internacionalmente. Assim, convencionaram-se as regras de transcrição abaixo indicadas as quais, para uma melhor percepção, eu apresento com uma correspondência fonética para o Português:
C - [Tchê]
G - [Guê]
H - [Hê]- sempre aspirado, mesmo quando surge no meio da palavra
J - [Jê]
K - [Kê]
Mb - [Mbê]
Nd - [Ndê]
Ng - [Nguê]
Ny - [Nhê]
S - [Ç ou SS]
W - [U]
Y - [I]
Z - [Zê]

Quando se questiona porque não se escreve Tchokwe ou Tshokwe, sob a alegação de que são grafias mais próximas da pronúncia, pergunto sempre: pronúncia em que língua? No Português, responderão os lusófonos. Mas a palavra não é portuguesa. Os Zambianos (e todos os anglófonos) escrevem Chokwe, porque na língua inglesa "Ch" tem o valor fonético correspondente ao "Tch" em Português. Um italiano, por exemplo, não teria dificuldades em ler "Tchokwe", perante a palavra em questão, já que o som correspondente ao "Tch" em português é, no Italiano, o "C" simples. POr seu lado, os francófonos optam por usar "Tsh". Algum etnocentrismo impera ainda, infelizmente, entre alguns autores e escolas.
Tudo isto apesar do convencionado, pelo qual eu e a generalidade dos investigadores angolanos optamos, havendo ainda a registar algumas «resistências».
Uma coisa é certa, a palavra "Quioco", surgida do aportuguesamento do termo original há muito caiu em desuso no meio académico e literário, pelo que ninguém se atreve hoje a usá-la a não ser em citações ("sic"), uma vez que nada tem a ver com a sonoridade produzida pelos falantes da língua cokwe (ou Ucokwe).

Algumas palavras...

... em língua Cokwe e como se pronunciam (a partir da fonética usada na língua portuguesa):

Cipipa - [Tchipipa]- Canhoto
Tangwa - [Tângua]- Sol; Dia
Kanawa - [Canáua] - Bem; Como convém
Kasumbi - [Cassumbi] - Galinha
Hamba - [Hamba] ("H" aspirado) - Espírito ou objecto habitado por espírito de antepassado
Masoxi - [Massóchi] - Lágrimas
Cingelyengelye - [Tchinguélienguélie] - Motivo cruciforme usado na fronte da máscara Mwana Pwo
Cisuka - [Tchissúca] - Agitar; misturar
Zulu - [Zúlu] - Nariz
Wino - [Uíno] - Dança
Cihongo - [Tchihongo] ("H" aspirado) - Nome de mascarado
Ngoma - [N'goma] ("N" nasalado] - Tambor
Mbuki - [M'búqui] - Curandeiro
Kakweji - [Cacuéji] - Lua
Ngiji - [N'guiji] - Rios
Cyanda - [Tchianda] - Nome de uma dança
Kusala - [Cussála] - Peneirar
Kaxinjinyo - [Cachinginho] - Calcanhar
Tangixi - [Tanguíchi] - Mestre percussionista e mestre de dança

Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

Dia da Família com «Árvre natalícia»

Essa árvre é bwé!!!!! Altamente konkomitante em mobilidades kandongueiras... (Continua aqui)

Domingo, Dezembro 11, 2005

Na Universidade Ben Gurion, Israel

Reanimando o "Bolero" de Ravel.
Ver AQUI
No princípio:...
Depois: ?
A seguir:!!
Por fim:_____


Sexta-feira, Dezembro 09, 2005

O Chefe

Soba Cokwe
Na aldeia do Dundu, há muitos anos atrás, Sakamanda era a autoridade máxima do seu povo. O Soba.

Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

Covardes, anónimos e "Eu(s)"

Caros amigos, leitores e visitantes.
Tenho de vos pedir que me desculpem a atitude que acabo de tomar: responder "Yes" à pergunta "Enable comment moderation?".
Com efeito, sou obrigada a pedir-vos paciência pelo facto de ter activado esta função que consiste em deixar os vossos comentários suspensos até que eu proceda à sua publicação, função esta que sempre achei carregada de uma boa dose de indelicadeza e potencialmente reveladora de alguma insegurança por parte do dono do blog. Não me agradam muito as censuras.
Mas a verdade é que, ultimamente, a covardia sob a forma de um anónimo (?) "Eu" tem deixado comentários absolutamente desagradáveis e bem reveladores de uma mente doentia e desadaptada.
Esperando que @ psicopata desista, espero também que esta fase seja breve.
Uma vez mais as minhas desculpas, a acreditar na vossa melhor compreensão.
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