Explicitar: v. tr., tornar explícito.
Há tempos li um comentário a propósito da exposição a que algumas pessoas, voluntariamente, se sujeitam através dos seus blogs.
De facto, incomoda-me notar de que formas esse quase exibicionismo «passeia por aí», o que lhes é mais íntimo; certas estórias do corpo.
Embora a partilha seja considerada até um «acto cristão», temos que convir que certas partilhas são demasiado ruidosas para quem prefere o mistério da insinuação. Apenas.
Com maior ou menor grau de protecção (mal) garantida, lá se vão publicando, na primeira pessoa, os pormenores dos (des)amores, das virtudes físicas, das sensações e excitações de quem se arroja por detrás de nicks mais ou menos frágeis.
No entanto, percebo bem que o voyerismo espicaçado pelas educações repressivas e cheias de tabus, próprias de sociedades conservadoras, alimente a inspiração dos bloggers que tão bem sabem do sucesso que atingem.
Enfim, quem não gosta, não lê, não é assim?
Pois... Eu não gosto.
Parece-me que, a visibilidade em demasia não deixa lugar para a fruição dos enigmas desvelados pela nossa imaginação. Só nossa. De cada um.
Será hipocrisia?
De facto, incomoda-me notar de que formas esse quase exibicionismo «passeia por aí», o que lhes é mais íntimo; certas estórias do corpo.
Embora a partilha seja considerada até um «acto cristão», temos que convir que certas partilhas são demasiado ruidosas para quem prefere o mistério da insinuação. Apenas.
Com maior ou menor grau de protecção (mal) garantida, lá se vão publicando, na primeira pessoa, os pormenores dos (des)amores, das virtudes físicas, das sensações e excitações de quem se arroja por detrás de nicks mais ou menos frágeis.
No entanto, percebo bem que o voyerismo espicaçado pelas educações repressivas e cheias de tabus, próprias de sociedades conservadoras, alimente a inspiração dos bloggers que tão bem sabem do sucesso que atingem.
Enfim, quem não gosta, não lê, não é assim?
Pois... Eu não gosto.
Parece-me que, a visibilidade em demasia não deixa lugar para a fruição dos enigmas desvelados pela nossa imaginação. Só nossa. De cada um.
Será hipocrisia?





4 Comentários:
Pela boca morre o peixe!!!!!LoL
O Corpo de Cristo
Atraída pelo proibido e entusiasmada com o poder da transgressão resolvi, um dia (1992), criar uma peça que reflectisse o meu olhar sobre os ícones e os valores defendidos pela Igreja. Chamou-se «Mea Culpa».
Realmente, sem ter tido uma educação religiosa, a minha infância tinha, de algum modo, sido marcada por alguns episódios a que era obrigada a assistir por ser neta do meu avô em Alfândega-da-Fé.
Comecei por me deixar impressionar pela figura de S. Sebastião, padroeiro daquela vila e oferecido pelo Sr. Bailundo (o meu avô). Gostava quando saía pela porta da igreja no dia da procissão. As setas trespassando o frágil corpo nu e o pano escondendo o sexo, mas deixando perceber a mesma sensualidade que transbordava da figura de Jesus. Para aquelas mulheres de véus na cabeça, era pecado, mas eu usufruia da liberdade de imaginar as suas fantasias (que, certamente, lhes valeriam as mais duras penas e penitências) e de as transformar.
Assim, na coreografia que criei, a maçã era naturalmente partilhada ao lanche por um homem e uma mulher, os homens beijavam outros homens e as mulheres podiam amar outras mulheres. As imagens santas eram livremente acariciadas pelos fiéis. O medo do pecado não existia porque o pecado não era pecado; era apenas e tão somente o assumir da «paixão» num sublime estado de tranquilidade e prazer.
O corpo de Cristo era assim... frágil e belo; Nu e de inesquecível desenho contornado pelo calor das nossas mãos. Sensual, mas inatingível.
posted by Pwo
Car@ "anónim@" (quem é, quem é?...),
Ja te tinha percebido assídu@.
Como sempre, a esperteza a revelar-se maior que a inteligência no "básico" fatinho domingueiro.
Melhor que o previsível não se podia esperar.
(Já agora... era de rever o conceito de intimidade. É que o proibido pode ser fazer inversão de marcha numa ponte, por exemplo)
LOL
Só não consigo ver o que existe de explícito no texto O Corpo de Cristo?
De minah parte não vejo qualquer contradição entre os dois textos.
Sob a capa de anonimato, o(a)s espertinho(a)s despercebem que se revelam e nem mil máscaras os podem proteger!!!
Pwo, allez... allez...
Bjs
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