Concerto ao meio dia

De marcas somos feitos. Em nós se cruzam acontecimentos, estórias, imagens, matizes e afectos. Tudo o que nos toca passa a constituir uma célula mais do conjunto de registos que já somos.
Das colunas do meu computador sai Chopin retirado da colectânea oferecida pela gentil Renata Szmidt.
«Imortal» ou descartável?
E o que isso importa, perante a sensação única que se tem ao ouvi-lo, ainda que através de outras mãos?
No jardim de Lazienki, a pianista japonesa usava um vestido comprido preto que brilhava ao sol. Tinha o cabelo curto e estava de costas para mim.
O compositor olhava-a no seu olhar de pedra.





1 Comentários:
Imortal ou descartável?
Tem razão; o que importa?
Chopin, o grande arrebatador dos sons mais empolgantes que ouvi para piano.
E com isto... imortal, talvez!
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