Ele: E tu, quem és? / Eu: Sei lá...
«A tragédia de Édipo ilustra a impossibilidade do homem lutar contra o destino, valor situado na base da mentalidade grega, formada sob a égide da mitologia até ao advento da filosofia.»
Não teremos todos um pouco de Édipo se virmos em Jocasta a representação da vida? Não nos apaixonamos todos por ela, descobrindo-a tantas vezes como relação amarga?
E não nos envolvemos todos nessa mesma vida de que desconhecemos parte, construindo cegamente tantos momentos e vivências sublimes, livres de culpas e de medos?
Eu sei quem sou quando me vejo ao espelho, aliás, reconheço como minha a imagem física que ele me devolve, pois não há espelho algum capaz de nos reenviar a nossa essência para a podermos apreciar.
Assim, parece-me impossível sabermos, com certezas, quem somos exactamente. Temos informações mais ou menos dispersas sobre nós e conhecemos alguns detalhes de como reagimos e nos comportamos.
Somos um corpo múltiplo, ou seja, vários corpos, com fragmentos conhecidos e outros... Nem tanto....
Porém, gosto na mesma, assim, meio estrangeira em mim própria e para os outros.
Tenho, para mim, que o exercício da auto descoberta tem o tempo da nossa própria existência, ou seja, é uma espécie de... "work in progress". ;-)
Não teremos todos um pouco de Édipo se virmos em Jocasta a representação da vida? Não nos apaixonamos todos por ela, descobrindo-a tantas vezes como relação amarga?
E não nos envolvemos todos nessa mesma vida de que desconhecemos parte, construindo cegamente tantos momentos e vivências sublimes, livres de culpas e de medos?
Eu sei quem sou quando me vejo ao espelho, aliás, reconheço como minha a imagem física que ele me devolve, pois não há espelho algum capaz de nos reenviar a nossa essência para a podermos apreciar.
Assim, parece-me impossível sabermos, com certezas, quem somos exactamente. Temos informações mais ou menos dispersas sobre nós e conhecemos alguns detalhes de como reagimos e nos comportamos.
Somos um corpo múltiplo, ou seja, vários corpos, com fragmentos conhecidos e outros... Nem tanto....
Porém, gosto na mesma, assim, meio estrangeira em mim própria e para os outros.
Tenho, para mim, que o exercício da auto descoberta tem o tempo da nossa própria existência, ou seja, é uma espécie de... "work in progress". ;-)





1 Comentários:
A descoberta recente deste blog foi para mim uma alegria e um motivo de várias reflexões. A que me ocorre agora, é a criação de uma escrita para as línguas que se falam em Angola. Foi um trabalho a que há muitos anos tive o privilégio de assistir, em parte, tentado por alguns missionários, na sua maioria protestantes e de origem flamenga ou holandesa. Parece-me que esse esforço criou um problema que hoje dificulta a comunicação e sobretudo a alfabetização. Sendo que a língua veicular é o português, que tem uma fonética diferente, não será possível normalizar isso de uma vez por todas? Havemos de falar sobre assunto...
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