Textos que Sobraram 6 - Ainda as Misses - Resposta
Cheguei há pouco tempo, mas já me pude aperceber que, frequentemente, as repostas entre os membros deste site são inspiradas por um "rancorzinho" e uma necessidade de "atacar", mesmo que não tenha havido provocação. Sinto-o quase como uma espécie de reacção instintiva vinda de quem se vê necessariamente "atingido" e obrigado a responder "à letra".
Aliás, já reparei nas chamadas de atenção, nos apelos à tolerância e mesmo o encerramento de alguns fios. (Não havia mesmo "nexexidade"...).
Apesar de às vezes se ensaiar alguma diplomacia, deixa-se sempre escapar um "rabo escaldado", quantas vezes por pura sugestão.
Mas a impossibilidade de estarmos a falar ao vivo tem estas coisas: não podemos interromper-nos para aclarar os nossos pontos de vista, não podemos controlar as nossas e as reacções dos nossos interlocutores, não podemos ter a resposta imediata antes de retorquir e, principalmente, não nos conhecemos, de facto. Por isso... tudo bem .
É verdade que não podemos preocupar-nos apenas com a desgraça e com os que sofrem; e é verdade que o país não pode parar ou/e entregar-se ao desalento. Mas podemos pensar no progresso, no lazer, na nossa inclusão no mundo, sem ofender aqueles que realmente em Angola sofrem.
Porque não um maior investimento em actividades desportivas, recreativas, artísticas ou culturais, por exemplo (excluo à partida os concursos de "meninas").
Porque não direccionar essas verbas para o incentivo de músicos, actores, escritores ou bailarinos que, também mediáticos, têm acesso à imprensa para colaborar em todas as campanhas necessárias. E estes, certamente mais inteligentes e com objectivos de vida mais consistentes que as "meninas" que não são, insisto, representantes da mulher angolana, sobretudo no que toca à inteligência.
Falando com conhecimento de causa, gostaria de vos revelar que as respostas "inteligentes" às questões que lhes são postas em público, são previamente decoradas, cabendo-lhes apenas o "grande esforço" de se lembrarem das correspondências (o que no último concurso, por exemplo, falhou com uma ou duas, perante os olhares atónitos da assistência, que não queria acreditar na falta de "cultura geral" da candidata, tão flagrante que foi o "engano"). Para não falar nas entrevistas à imprensa em que a vencedora se afirma uma mulher realizada por poder "aparecer na televisão, nas festas e tornar-se uma figura pública".
É muito pouco, para se ser Mulher! Mas, e porque já nos desviámos mesmo da nossa linha (ou fio), percebo que embora haja fome, não deixamos de comer (é uma necessidade biológica e um instinto de sobrevivência). Percebo também que da sua vida, do seu dinheiro cada um faz o que quer.
Mas assistir à cumplicidade e apoio institucional a eventos que não acrescentam nada (yá..., para que serve uma miss?), em vez de se aplicar, como acima referi em realizações que elevem e beneficiem realmente as pessoas, isso, em minha opinião, continua a parecer-me "um bocadinho mal".
Sobre a visibilidade... em Angola, essas mulheres vítimas da guerra, SÃO visíveis. É verdade, que o seu lugar deveria ser "na consciência iluminada, esta sim, muito iluminada, das pessoas atentas e preocupadas com os devaneios e egoísmos da Humanidade". Mas cá, elas deambulam pelas ruas, pedem nos semáforos segurando o filho com o braço que lhe restou, arrastam-se mesmo ali no passeio onde só um cego não notaria a falta das suas duas pernas (que imperfeitinha, que ela é!).
Cá, essa consciência parece demorar e, para mim, é um devaneio e um egoísmo investir-se em concursos dessa índole...
Já temos o Prémio Nacional de Artes, vários Prémios de Artes Plásticas e de Literatura. Mas não chega. São precisos concertos ao vivo, recuperar os Centros de Rebita e de Recreação nos bairros, promover actividades lúdicas nos campos de refugiados...
Realmente..., onde estaria eu com a cabeça quando sugeri o tal par de óculos?
Aliás, já reparei nas chamadas de atenção, nos apelos à tolerância e mesmo o encerramento de alguns fios. (Não havia mesmo "nexexidade"...).
Apesar de às vezes se ensaiar alguma diplomacia, deixa-se sempre escapar um "rabo escaldado", quantas vezes por pura sugestão.
Mas a impossibilidade de estarmos a falar ao vivo tem estas coisas: não podemos interromper-nos para aclarar os nossos pontos de vista, não podemos controlar as nossas e as reacções dos nossos interlocutores, não podemos ter a resposta imediata antes de retorquir e, principalmente, não nos conhecemos, de facto. Por isso... tudo bem .
É verdade que não podemos preocupar-nos apenas com a desgraça e com os que sofrem; e é verdade que o país não pode parar ou/e entregar-se ao desalento. Mas podemos pensar no progresso, no lazer, na nossa inclusão no mundo, sem ofender aqueles que realmente em Angola sofrem.
Porque não um maior investimento em actividades desportivas, recreativas, artísticas ou culturais, por exemplo (excluo à partida os concursos de "meninas").
Porque não direccionar essas verbas para o incentivo de músicos, actores, escritores ou bailarinos que, também mediáticos, têm acesso à imprensa para colaborar em todas as campanhas necessárias. E estes, certamente mais inteligentes e com objectivos de vida mais consistentes que as "meninas" que não são, insisto, representantes da mulher angolana, sobretudo no que toca à inteligência.
Falando com conhecimento de causa, gostaria de vos revelar que as respostas "inteligentes" às questões que lhes são postas em público, são previamente decoradas, cabendo-lhes apenas o "grande esforço" de se lembrarem das correspondências (o que no último concurso, por exemplo, falhou com uma ou duas, perante os olhares atónitos da assistência, que não queria acreditar na falta de "cultura geral" da candidata, tão flagrante que foi o "engano"). Para não falar nas entrevistas à imprensa em que a vencedora se afirma uma mulher realizada por poder "aparecer na televisão, nas festas e tornar-se uma figura pública".
É muito pouco, para se ser Mulher! Mas, e porque já nos desviámos mesmo da nossa linha (ou fio), percebo que embora haja fome, não deixamos de comer (é uma necessidade biológica e um instinto de sobrevivência). Percebo também que da sua vida, do seu dinheiro cada um faz o que quer.
Mas assistir à cumplicidade e apoio institucional a eventos que não acrescentam nada (yá..., para que serve uma miss?), em vez de se aplicar, como acima referi em realizações que elevem e beneficiem realmente as pessoas, isso, em minha opinião, continua a parecer-me "um bocadinho mal".
Sobre a visibilidade... em Angola, essas mulheres vítimas da guerra, SÃO visíveis. É verdade, que o seu lugar deveria ser "na consciência iluminada, esta sim, muito iluminada, das pessoas atentas e preocupadas com os devaneios e egoísmos da Humanidade". Mas cá, elas deambulam pelas ruas, pedem nos semáforos segurando o filho com o braço que lhe restou, arrastam-se mesmo ali no passeio onde só um cego não notaria a falta das suas duas pernas (que imperfeitinha, que ela é!).
Cá, essa consciência parece demorar e, para mim, é um devaneio e um egoísmo investir-se em concursos dessa índole...
Já temos o Prémio Nacional de Artes, vários Prémios de Artes Plásticas e de Literatura. Mas não chega. São precisos concertos ao vivo, recuperar os Centros de Rebita e de Recreação nos bairros, promover actividades lúdicas nos campos de refugiados...
Realmente..., onde estaria eu com a cabeça quando sugeri o tal par de óculos?





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