Um Café na Esplanada 2 - De sol a sol
Quase de sol a sol... um dia, dois. Muitos mais que três. A conversa teimosa de não morrer, e os olhos de sono sem querer dormir. Os pensamentos iam mais depressa que os dedos e o coração saía da boca do estômago, assim, de vontade de desaguar em torrente. As madrugadas não eram de noite e o corpo imaginava-se sem cabeça, livre para absorver devagar o calor quente das mãos que falavam versos antigos. Fingíamos saber ler tudo mas, de repente, em voz baixa, o fim que tardava... chegou evidentemente discutido. Na conclusão resta o princípio de outra melodia, tristemente bonita. Aquela do nascer de outro sol. O sol de cacimbo... Morno, só.





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