Textos que Sobraram 4 - Dipanda
Neste dia, lembro-me sempre do meu avô, o Kota Bailundo, um colono português que, vindo da "Metrópole" para tentar a sorte em "África", acumulou posses e fazendas e rendeu-se, colaborando sem medo, à força do inevitável: a independência de Angola. O meu avô... Sentado numa cadeira de balanço a pedir-nos que não tivéssemos medo dos rebentamentos e dos tiros, pois eram... foguetes (ele dizia).
Angola, o meu, o dele, o nosso país. O chão de todos os angolanos e não angolanos que o quiseram adoptar. A terra sofrida e massacrada pelos inimigos de ontem e amigos de hoje ou pelos amigos de ontem e inimigos de hoje, internos, externos e até extraterrestres, à falta de outras categorias para acusar. Angola é tudo isto; felizes, infelizes, ricos, pobres, honestos, corruptos, tudo o que se diz e desdiz nesta colecção de fios onde "todos ralham... quantas vezes sem razão".
Aqui, no terreno, não aceito as feridas, deliberadamente, mantidas abertas, sou contra o poder corrupto, contra o esbanjamento e a ostentação. É preciso saber dar a mão à palmatória. Mas aqui, sou feliz por ter (sobre) vivido após a dipanda, no exercício diário de aprender e reaprender os lados da luta, as faces do sonho... Esses, pelos quais somos, tantas vezes, humilhados, mas de que nos orgulhamos tanto!...
No entanto há, sem dúvida, uma alegria abrangente: Angola é independente! E isso é muito importante! Os erros (quem não os comete?), nós vamos tentando denunciar e corrigir, sem desmoralizar, sem desistir, sem esperar que outros o venham fazer.
Angola, o meu, o dele, o nosso país. O chão de todos os angolanos e não angolanos que o quiseram adoptar. A terra sofrida e massacrada pelos inimigos de ontem e amigos de hoje ou pelos amigos de ontem e inimigos de hoje, internos, externos e até extraterrestres, à falta de outras categorias para acusar. Angola é tudo isto; felizes, infelizes, ricos, pobres, honestos, corruptos, tudo o que se diz e desdiz nesta colecção de fios onde "todos ralham... quantas vezes sem razão".
Aqui, no terreno, não aceito as feridas, deliberadamente, mantidas abertas, sou contra o poder corrupto, contra o esbanjamento e a ostentação. É preciso saber dar a mão à palmatória. Mas aqui, sou feliz por ter (sobre) vivido após a dipanda, no exercício diário de aprender e reaprender os lados da luta, as faces do sonho... Esses, pelos quais somos, tantas vezes, humilhados, mas de que nos orgulhamos tanto!...
No entanto há, sem dúvida, uma alegria abrangente: Angola é independente! E isso é muito importante! Os erros (quem não os comete?), nós vamos tentando denunciar e corrigir, sem desmoralizar, sem desistir, sem esperar que outros o venham fazer.





1 Comentários:
«Não desistas! Resiste e sonha ... I have a dream too!»
Enviado por Mar em janeiro 17, 2005 12:24 PM
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