Segunda-feira, Janeiro 24, 2005

O Fabuloso Banho de Kaneka!

Agora vou ensinar sobre o banho de caneca.
Naquela época, não havia tanques de reserva nem moto-bombas nas casas. Porque, nem sequer agua nas torneiras. Saía ar...
Assim, as banheiras enchiam-se na hora em que a agua lhe apetecia vir. Primeiro, deixava-se correr aquela agua vermelha de barro. Depois, quando já estava assim amarelo claro, já dava para reservar e enchia-se a banheira e os baldes e os bidons e às vezes aquelas panelas que já não se usavam por serem muito grandes e feitas para confeccionar bué de comida. O resto assentava depois no fundo e a agua ficava transparente e quieta. Então, o banho de caneca processava-se do seguinte modo: Com uma pequena toalha que se mergulhava na caneca, humedecia-se o corpo. Em seguida ensaboava-se normalmente (aí, actuava o tal sabonete vermelho que na minha casa também dava para lavar os cães). Escorria-se a espuma com as mãos, aproveitando para uma massagem. Depois, lá vinha outra vez a pequena toalha húmida a passar pelo corpo. Espremia-se. Outra vez, passar, espremer. Várias vezes. Por fim, aquele cochito de água que ficava ainda no fundo da caneca atirava-se para cima para dar a ideia da chuveirada final.
Era uma arte, pois primeiro que aprendêssemos, muitas canecas se desperdiçavam e muita espuma sobrava para limpar mesmo assim.
No fim... o tal "Bien Être".

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