Terça-feira, Janeiro 11, 2005

Café do desassossego 5 - Uma chuinga Bazooka

Ainda à porta, chamo o empregado para lhe pedir que não me pergunte o que quero, pois só vim buscar uma "chuinga" Bazzoka e apanho-a no balcão quando sair. É engraçado... o meu termómetro nunca me deixa saber essas coisas do frio e do quente dentro do café. Se calhar está estragado. Mas ainda bem. Não quero saber de "brukujus" nem de "makas de sanzala". Por isso hoje quero que esteja calor. Venho sempre aqui e só olho quase sempre para as mesmas mesas. Não dá tempo para tudo e o que eu tenho para fazer lá fora às vezes fica imprioritário. E isso não pode ser. Mas começo a gostar de bué de gente aqui dentro!... Hoje está calor. Vim descalça mesmo. Tive de entrar com cuidado e fazer gincana por entre os restos de uma chávena que o senhor contador daquelas estórias especiais que eu gosto, partiu. É que os meus pés não são de pau... Mas ele foi bem educado. Justificou-se e ficamos a saber que não foi sem querer. Apanhei alguns fragmentos e guardei-os no meu bolso dos cacos. Para análise... Pronto! Já me cortei. Como é que alguém se ''corta'' a si própria, não é? Será "mau olhado"? Só porque eu gosto de usar máscara de beleza? Então não faz mal!...
Doutor, por favor. Era um... Desculpe. Por favor, podia concertar-me o pé? Faça os possíveis para mo conservar, de contrário, não poderei ir trabalhar.... E quero uma "curita" daquelas com bonequinhos, pode ser? É mesmo isso.
(Gosto deste doutor)

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