Café do desassossego 12 - Depois da tempestade... outra? Não faz mal!
Depois que me habituei, todos os dias passo por aqui. E todos os dias passei por aqui. As tempestades sempre me fascinaram, embora sempre lhes tenha tido respeito. Choveu dentro do café. Mais: trovejou dentro do café. Parecia mesmo um daqueles contentores transformados em bar, tipo o "Fanta" cá na Luanda de hoje; Cheio de buracos que deixam entrar a agua, o lixo dos prédios, os relâmpagos e as conversas que andam pela rua. Mas está sempre lotado, o tal "Fanta", ali ao pé daquele edifício no Kinaxixi... Incompleto, mas onde moram pessoas até no terraço. Yá, aquele mesmo com as fundações mergulhadas numa água que já engoliu bué de miúdos e de bêbados, mas que ainda continua de pé. Resistente. Se não fosse este "look" que os frequentadores deste café lhe inventam e lhe transformam conforme os seus kalundus, diria que o tal contentor atravessou o Atlântico. De resto... não tenho mais nada a falar. Só que GOSTEI DEMAIS de ver o Doutor outra vez sentado numa mesa ou de pé, ao balcão. Um dia destes ainda lhe (des)faço uma surpresa.
Estou na porta. Não entrei nem saí. Estou bem. Bom dia!
Estou na porta. Não entrei nem saí. Estou bem. Bom dia!





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