Terça-feira, Junho 30, 2009
Sexta-feira, Junho 26, 2009
Sexta-feira, Junho 19, 2009
... quase!...
... e a parada vinha por aí a cima.
Em Luanda o prémio era de 20.000 dólares americanos!!!
É que há rabos melhores que outros. O rabo do campo, por exemplo, só vale entre 6 e 10 mil; é um rabo provinciano que não se senta nas cadeiras da alta roda...
Já um rabo urbano, chic, chegaria aos tais 20 mil.
Digo chegaria porque o Governo Provincial de Luanda que tem à frente Francisca do Espírito Santo, decidiu (e muito bem) acabar com tal bizarria.
Falo, obviamente do concurso do "Bumbum Dourado".
Haja Mulheres a merecerem o M grande!
Ler AQUI.
Em Luanda o prémio era de 20.000 dólares americanos!!!
É que há rabos melhores que outros. O rabo do campo, por exemplo, só vale entre 6 e 10 mil; é um rabo provinciano que não se senta nas cadeiras da alta roda...
Já um rabo urbano, chic, chegaria aos tais 20 mil.
Digo chegaria porque o Governo Provincial de Luanda que tem à frente Francisca do Espírito Santo, decidiu (e muito bem) acabar com tal bizarria.
Falo, obviamente do concurso do "Bumbum Dourado".
Haja Mulheres a merecerem o M grande!
Ler AQUI.
Domingo, Junho 14, 2009
Quarta-feira, Junho 10, 2009
Terça-feira, Junho 09, 2009
Segunda-feira, Junho 08, 2009
Até que enfim!, mas...
Um novo BI para o exercício pleno da Angolanidade
Por: Filipe Zau*
O facto do quesito “raça” deixar de constar futuramente dos novos bilhetes de identidade trouxe-me novamente à memória o livro “Na casa de meu pai” de Kwame Anthony Appiah, ilustre filósofo do Ghana, que chama a atenção para o equívoco que se tem de África como um todo, como “a single continuum”; ou seja, como um continente racialmente negro. Para este filósofo africano, esta é uma ideia reducionista, que foi desenvolvida no século XIX para justificar o hediondo tráfico negreiro, sobretudo, pelo francês Arthur de Gobineau, através do seu “Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas”.
Posteriormente, esta mesma ideia reducionista acabou por ser interiorizada pelos pan-africanistas, que, a propósito da “raça”, passaram a utilizar um discurso invertido, em resposta à prédica e à prática ostensivamente racial levada a cabo pela cultura ocidental naquele período. Contudo, o pan-africanismo não nasceu em África mas, sim, nos Estados Unidos, a partir de uma personalidade da igreja protestante, formada na Universidade de Cambridge, Estado de Massachusetts, e que, mais tarde, optou, em África, pela nacionalidade liberiana: Alexander Crummell.
Segundo Appiah “a ‘África’ de Crummell é a pátria da raça negra, e o seu direito de agir dentro dela, falar por ela e arquitectar o seu futuro decorria (…) do facto dele também ser negro” [APPIAH (1997): 22]. A fundamentação científica sobre a inexistência de “raças” reside no facto da espécie humana ter uma única origem e de as chamadas raças da humanidade serem estatisticamente apenas grupos distinguíveis, conclusão a que chegaram os biólogos em 1945, logo após a II Guerra Mundial. Assim sendo, os aspectos biológicos, contrariamente aos factores de ordem cultural, histórica, e política, deixaram de constituir vertentes de identidade. Daí que Appiah considere que “(…) a raça, uma experiência histórica comum ou uma metafísica compartilhada pressupõe falsidades sérias demais para que as ignoremos” e marca, deste modo, a sua posição enquanto cientista social: “ (…) Muitas vezes, quem diz isto – quem nega a realidade biológica das raças ou a verdade literal de nossas ficções nacionais – é tratado pelos nacionalistas e pelos ‘adeptos da raça’, com se estivesse propondo o genocídio ou a destruição das nações, como se, ao dizer que literalmente não existe uma raça negra, tivesse obliterado todos aqueles, que afirmam ser negros (…).
Sou aplicado o bastante para me sentir atraído pela enunciação da verdade, mesmo que o mundo venha abaixo; e sou animal político o bastante para reconhecer, que há lugares em que a verdade prejudica mais do que ajuda” [Idem: 242-243]. Mário de Andrade, segundo Victor Kakibanga, o decano da sociologia angolana, no prefácio de um livro de poesia editado em 1974 e intitulado “O Canto Armado do Povo Angolano” de Costa Andrade, ao apresentar o conceito de angolanidade, foi muito claro ao fazer a distinção entre as reais vertentes de identidade – constituídas por factores de ordem cultural, histórica e política – das que não o são, com é o caso dos factores de ordem biológica e afirmou o seguinte: “A angolanidade requer enraizamento cultural e totalizante das comunidades humanas, abarca e ultrapassa dialecticamente os particularismos das regiões e das etnias, em direcção à nação.
Esta opõe-se a todas as variantes de oportunismo (com as evidentes implicações políticas), que procuram estabelecer uma correspondência automática entre a dose de melanina e a dita autenticidade angolana. Ela é, pelo contrário, linguagem da historicidade de um povo”. Nesta ordem de ideias, as vertentes de identidade em Angola estarão, hoje, relacionadas com: as raízes de uma mesma pertença cultural de origem bantu; o resultado de um contacto histórico de meio milénio com os portugueses; factores ideológicos provocados pela reivindicação nativista e proto-nacionalista que, entre outros, estão na génese do moderno nacionalismo angolano; e com a guerra como factor dissociativo e associativo.
Não com a “raça”. Daí que, do ponto de vista científico, o quesito “raça” não faça qualquer sentido nos nossos (ou em quaisquer outros) bilhetes de identidade. Outras particularidades físicas serão, evidentemente, visíveis através da foto que incorpora o próprio bilhete de identidade. Independentemente do tipo de miscigenação, os seres humanos nunca produzem híbridos, mas, sim, pessoas da mesma espécie, todas elas inseridas em uma mesma classificação e em uma única “raça” da humanidade, designada por “homo sapiens”.
Quer no passado, quer nos dias de hoje, os estereótipos resultantes de concepções ideológicas assentes no princípio da racialização dos distintos discursos sobre a “raça” estão hoje longe de contribuir para a paz efectiva e para a estabilidade social, uma vez que sustentam o exercício de acções de comportamento social desviado.
O investigador angolano Arlindo Barbeitos chama, por seu turno, a atenção para a animalização que se torna ostentatória no produto da miscigenação, como que a verberar a infracção grave que o misto constitui: “mulato” (de mula), cabrito (de cabra). “A especificação, violentamente concebida e outorgada, se compõe, assim, de uma totalidade despojada dos predicados que o africano se atribuía a si e daqueles que o dominador aplicava ao homem feito à sua imagem. Ela equivale, de uma parte, à objectivação da relação mencionada e, de outra, à sua transfiguração, impingida enquanto identidade, e indicando simbolicamente dependência real ou virtual”.
Num outro texto de sua autoria, que tem por título “A ‘Raça’, Racismo, algumas incidências sobre Angola”, consta, em epígrafe, a seguinte afirmação de um filósofo alemão de origem hebraica: “O racismo é a crítica social dos imbecis” [BARBEITOS]. Também, neste contexto, o investigador brasileiro José Ramos Tinhorão refere o seguinte: “Mulato, como se sabe, era o nome que originalmente se dava ao macho da mula, o animal híbrido e estéril no mesmo género, proveniente do cruzamento de jumento com égua ou de cavalo com jumenta. A extensão dessa designação aos descendentes de brancos e negros deve ter tido porém origem não apenas no facto de tais mestiços humanos resultarem também de um cruzamento de ‘raças’, mas de os cavalos e muares serem comummente baios, ou de cor castanha de tonalidade próxima do pardo da pele humana, como aliás ressaltaria no século XVIII o satírico Nicolau Tolentino de Almeida.
Ao referir-se a um padre mestre de retórica mulato, seu desafecto, era essa comparação maldosa que usava para o diminuir: ‘Um homem de couros baios’.” [TINHORÃO (1997): pp.260-261.
Ora, o racismo é precisamente entendido como sendo “a valorização generalizada e definitiva de diferenças reais ou imaginárias em proveito do acusador e em detrimento da vítima a fim de justificar uma agressão ou um privilégio” [MEMMI (1993): 72].Em tempo de reconciliação e unidade nacional teremos de educar as actuais e futuras gerações no espírito de uma educação para a identidade cultural, para a diversidade cultural e para o ecumenismo; ou seja, uma educação intercultural que não perca de vista o exercício pleno da cidadania, ao entender Angola como uma sociedade multicultural, com as especificidades próprias marcadas pelo seu próprio percurso histórico.
Um trabalho educativo que, numa perspectiva macro-sociológica, deverá começar já nas escolas primárias, porque, como dizia o físico alemão Albert Einstein, conhecido por desenvolver a teoria da relatividade, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.
* Ph.D em Ciências da Educação e Mestre em Relações Interculturais
In, Jornal de Angola de Domingo, 7 de Junho, de 2009
Há tempos, AQUI.
Por: Filipe Zau*
O facto do quesito “raça” deixar de constar futuramente dos novos bilhetes de identidade trouxe-me novamente à memória o livro “Na casa de meu pai” de Kwame Anthony Appiah, ilustre filósofo do Ghana, que chama a atenção para o equívoco que se tem de África como um todo, como “a single continuum”; ou seja, como um continente racialmente negro. Para este filósofo africano, esta é uma ideia reducionista, que foi desenvolvida no século XIX para justificar o hediondo tráfico negreiro, sobretudo, pelo francês Arthur de Gobineau, através do seu “Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas”.
Posteriormente, esta mesma ideia reducionista acabou por ser interiorizada pelos pan-africanistas, que, a propósito da “raça”, passaram a utilizar um discurso invertido, em resposta à prédica e à prática ostensivamente racial levada a cabo pela cultura ocidental naquele período. Contudo, o pan-africanismo não nasceu em África mas, sim, nos Estados Unidos, a partir de uma personalidade da igreja protestante, formada na Universidade de Cambridge, Estado de Massachusetts, e que, mais tarde, optou, em África, pela nacionalidade liberiana: Alexander Crummell.
Segundo Appiah “a ‘África’ de Crummell é a pátria da raça negra, e o seu direito de agir dentro dela, falar por ela e arquitectar o seu futuro decorria (…) do facto dele também ser negro” [APPIAH (1997): 22]. A fundamentação científica sobre a inexistência de “raças” reside no facto da espécie humana ter uma única origem e de as chamadas raças da humanidade serem estatisticamente apenas grupos distinguíveis, conclusão a que chegaram os biólogos em 1945, logo após a II Guerra Mundial. Assim sendo, os aspectos biológicos, contrariamente aos factores de ordem cultural, histórica, e política, deixaram de constituir vertentes de identidade. Daí que Appiah considere que “(…) a raça, uma experiência histórica comum ou uma metafísica compartilhada pressupõe falsidades sérias demais para que as ignoremos” e marca, deste modo, a sua posição enquanto cientista social: “ (…) Muitas vezes, quem diz isto – quem nega a realidade biológica das raças ou a verdade literal de nossas ficções nacionais – é tratado pelos nacionalistas e pelos ‘adeptos da raça’, com se estivesse propondo o genocídio ou a destruição das nações, como se, ao dizer que literalmente não existe uma raça negra, tivesse obliterado todos aqueles, que afirmam ser negros (…).
Sou aplicado o bastante para me sentir atraído pela enunciação da verdade, mesmo que o mundo venha abaixo; e sou animal político o bastante para reconhecer, que há lugares em que a verdade prejudica mais do que ajuda” [Idem: 242-243]. Mário de Andrade, segundo Victor Kakibanga, o decano da sociologia angolana, no prefácio de um livro de poesia editado em 1974 e intitulado “O Canto Armado do Povo Angolano” de Costa Andrade, ao apresentar o conceito de angolanidade, foi muito claro ao fazer a distinção entre as reais vertentes de identidade – constituídas por factores de ordem cultural, histórica e política – das que não o são, com é o caso dos factores de ordem biológica e afirmou o seguinte: “A angolanidade requer enraizamento cultural e totalizante das comunidades humanas, abarca e ultrapassa dialecticamente os particularismos das regiões e das etnias, em direcção à nação.
Esta opõe-se a todas as variantes de oportunismo (com as evidentes implicações políticas), que procuram estabelecer uma correspondência automática entre a dose de melanina e a dita autenticidade angolana. Ela é, pelo contrário, linguagem da historicidade de um povo”. Nesta ordem de ideias, as vertentes de identidade em Angola estarão, hoje, relacionadas com: as raízes de uma mesma pertença cultural de origem bantu; o resultado de um contacto histórico de meio milénio com os portugueses; factores ideológicos provocados pela reivindicação nativista e proto-nacionalista que, entre outros, estão na génese do moderno nacionalismo angolano; e com a guerra como factor dissociativo e associativo.
Não com a “raça”. Daí que, do ponto de vista científico, o quesito “raça” não faça qualquer sentido nos nossos (ou em quaisquer outros) bilhetes de identidade. Outras particularidades físicas serão, evidentemente, visíveis através da foto que incorpora o próprio bilhete de identidade. Independentemente do tipo de miscigenação, os seres humanos nunca produzem híbridos, mas, sim, pessoas da mesma espécie, todas elas inseridas em uma mesma classificação e em uma única “raça” da humanidade, designada por “homo sapiens”.
Quer no passado, quer nos dias de hoje, os estereótipos resultantes de concepções ideológicas assentes no princípio da racialização dos distintos discursos sobre a “raça” estão hoje longe de contribuir para a paz efectiva e para a estabilidade social, uma vez que sustentam o exercício de acções de comportamento social desviado.
O investigador angolano Arlindo Barbeitos chama, por seu turno, a atenção para a animalização que se torna ostentatória no produto da miscigenação, como que a verberar a infracção grave que o misto constitui: “mulato” (de mula), cabrito (de cabra). “A especificação, violentamente concebida e outorgada, se compõe, assim, de uma totalidade despojada dos predicados que o africano se atribuía a si e daqueles que o dominador aplicava ao homem feito à sua imagem. Ela equivale, de uma parte, à objectivação da relação mencionada e, de outra, à sua transfiguração, impingida enquanto identidade, e indicando simbolicamente dependência real ou virtual”.
Num outro texto de sua autoria, que tem por título “A ‘Raça’, Racismo, algumas incidências sobre Angola”, consta, em epígrafe, a seguinte afirmação de um filósofo alemão de origem hebraica: “O racismo é a crítica social dos imbecis” [BARBEITOS]. Também, neste contexto, o investigador brasileiro José Ramos Tinhorão refere o seguinte: “Mulato, como se sabe, era o nome que originalmente se dava ao macho da mula, o animal híbrido e estéril no mesmo género, proveniente do cruzamento de jumento com égua ou de cavalo com jumenta. A extensão dessa designação aos descendentes de brancos e negros deve ter tido porém origem não apenas no facto de tais mestiços humanos resultarem também de um cruzamento de ‘raças’, mas de os cavalos e muares serem comummente baios, ou de cor castanha de tonalidade próxima do pardo da pele humana, como aliás ressaltaria no século XVIII o satírico Nicolau Tolentino de Almeida.
Ao referir-se a um padre mestre de retórica mulato, seu desafecto, era essa comparação maldosa que usava para o diminuir: ‘Um homem de couros baios’.” [TINHORÃO (1997): pp.260-261.
Ora, o racismo é precisamente entendido como sendo “a valorização generalizada e definitiva de diferenças reais ou imaginárias em proveito do acusador e em detrimento da vítima a fim de justificar uma agressão ou um privilégio” [MEMMI (1993): 72].Em tempo de reconciliação e unidade nacional teremos de educar as actuais e futuras gerações no espírito de uma educação para a identidade cultural, para a diversidade cultural e para o ecumenismo; ou seja, uma educação intercultural que não perca de vista o exercício pleno da cidadania, ao entender Angola como uma sociedade multicultural, com as especificidades próprias marcadas pelo seu próprio percurso histórico.
Um trabalho educativo que, numa perspectiva macro-sociológica, deverá começar já nas escolas primárias, porque, como dizia o físico alemão Albert Einstein, conhecido por desenvolver a teoria da relatividade, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.
* Ph.D em Ciências da Educação e Mestre em Relações Interculturais
In, Jornal de Angola de Domingo, 7 de Junho, de 2009
Há tempos, AQUI.
Sábado, Junho 06, 2009
Terça-feira, Maio 26, 2009
Um ku ke vale milhares!!!

A propósito da mulher enquanto "Objecto Etecétera", cá está mais uma notícia que mostra bem (e em simultâneo) o tal esforço de reconstrução nacional e de luta pela independência da mulher: A eleição do "bumbum dourado".
Boa!!! É Angola a crescer!!
(Clique na imagem para aumentar as bundas)
É claro que cada um faz o que quer do seu KUmbu (dinheiro), mas ali mesmo à volta de Benguela (e das outras províncias, pois este "invento" socio-cultural é nacional!) existem populações a quem os 10.000 USD que a tal menina ganhou por ter uma suposta (imagino o júri e seus critérios de avaliação!...) "bella peida" (desculpem-me a fúria), dariam para tanto e tão mais dignificantes propósitos.
(o 'milionário' ku vencedor!!!!)
Enfim... "investimentos" não se disCUtem. E prioridades também não, temos disso experiência...

Boa!!! É Angola a crescer!!
(Clique na imagem para aumentar as bundas) É claro que cada um faz o que quer do seu KUmbu (dinheiro), mas ali mesmo à volta de Benguela (e das outras províncias, pois este "invento" socio-cultural é nacional!) existem populações a quem os 10.000 USD que a tal menina ganhou por ter uma suposta (imagino o júri e seus critérios de avaliação!...) "bella peida" (desculpem-me a fúria), dariam para tanto e tão mais dignificantes propósitos.
(o 'milionário' ku vencedor!!!!)Enfim... "investimentos" não se disCUtem. E prioridades também não, temos disso experiência...

VÍDEO (Degradante!) AQUI
Se isto faz algum sentido!!!!! Com tantas crianças com fome!!!
Estou furiosa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! :-[[
Estou furiosa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! :-[[
NOTA sobre a "invenção do leite"
Pesquisando... afinal aqui está uma informação sem erros. Os Nyaneka não inventaram o leite (omahini). LOL
Omahini, substantivo masculino que quer dizer o leite .
Tal como em português, na língua dos "Nya neca" (e nas suas variantes, Olomwila, olongambwe, etc) existem designações diferentes para cada um dos estados do leite. Assim:
- leite fresco, tirado da vaca, omahendyele,
- leite coalhado, omatungi ou omatali e
- leite azedo designa-se omavele.
Fonte: Dicionário de Português-Nhaneka, Padre António Joaquim da Silva, IICA, Lisboa, 1966.
(Esta fonte poderia ter sido consultada!...)
Omahini, substantivo masculino que quer dizer o leite .
Tal como em português, na língua dos "Nya neca" (e nas suas variantes, Olomwila, olongambwe, etc) existem designações diferentes para cada um dos estados do leite. Assim:
- leite fresco, tirado da vaca, omahendyele,
- leite coalhado, omatungi ou omatali e
- leite azedo designa-se omavele.
Fonte: Dicionário de Português-Nhaneka, Padre António Joaquim da Silva, IICA, Lisboa, 1966.
(Esta fonte poderia ter sido consultada!...)
Segunda-feira, Maio 25, 2009
É demais!!!

Mulheres - atracção turística!!!
In: O País, Edição nº 28, sexta-feira, 25/05/2009
- «Nyaneka Khumbi
Inventaram o mahinyi e têm os penteados mais turísticos de Angola»
- «O colar de missangas e os cabelos amolecidos com o óleo mupheke (seiva oleosa e cheirosa extraída de uma árvore que depois de coada e tratada serve para o tratamento de cabelo), fazem das mulheres nyaneka khumbi um encanto e uma atracção turística.»
Das duas, uma: ou foi plagiado do Dr. Redinha (com todo o respeito que me merece este sério e incansável etnógrafo) ou... andamos a perceber mal que o discurso tão colonialista e eurocêntrico sobre a África exótica, deveria ter sido banido junto com o sistema colonial.
Ou não??
(Para não falar do sempre "interessante" assunto "antropológico" : A mulher enquanto "objecto etecétera".
É demais!!!!
Confirmar AQUI
Terça-feira, Maio 19, 2009
Ballets Russes (1909 - 1929)
Passam-se hoje 100 anos após a sua estreia em Paris.
Estava-se no ano de 1909...

São de reter os nomes dos cinco coreógrafos principais desta companhia: Mikhail Fokine, Vaslav Nijinsky, Bronislava Nijinska, Leonid Massine e Georges Balanchine.
No domínio da cenografia e figurinos são de ressaltar os nomes de importantes artistas plásticos da época como, Alexandre Benois, Leon Bakst, Michel Larionov e Natalia Goncharova, Fernand Leger, George Braque, Pablo Picasso e Henri Matisse.
Grandes nomes de compositores como Claude Débussy, Igor Stravinsky, Maurice Ravel, Manuel de Falla e Eric Satie estiveram também envolvidos nesta companhia que mudou a estética da dança teatral não apenas na Europa (França e Alemanha) como também nos Estados Unidos.
Estava-se no ano de 1909...

No início do séc. XX, em 1909, na Rússia, o produtor cultural Sergei Diaghilev, organiza a tornada célebre companhia de dança Les Ballets Russes.
Estabelecendo-se em Paris junta os mais prestigiados nomes de escritores, compositores, bailarinos, coreógrafos e artistas plásticos da época. As suas obras surpreendem o público não apenas pelo seu virtuosismo, mas também pela sua inovação temática e estética que, a partir de certa altura, se afastou dos cânones da dança clássica e do romantismo anterior.
Durante 20 anos (entre 1909 e 1929) a compania de Diaghilev dominaria o mundo da dança teatral no ocidente.
Durante 20 anos (entre 1909 e 1929) a compania de Diaghilev dominaria o mundo da dança teatral no ocidente.
Entre os bailarinos destacam-se os nomes de Tâmara Karsavina, Vaslav Nijinsky, Serge Lifar, Adolf Bolm, Alexandra Danilova, Anton Dolin, Alicia Markova e Olga Spessivtseva. A bailarina russa Anna Pavlova dançou pouco neste colectivo, tendo viajado por todo o mundo com a sua própria companhia dedicada à divulgação da dança clássica.
São de reter os nomes dos cinco coreógrafos principais desta companhia: Mikhail Fokine, Vaslav Nijinsky, Bronislava Nijinska, Leonid Massine e Georges Balanchine.
No domínio da cenografia e figurinos são de ressaltar os nomes de importantes artistas plásticos da época como, Alexandre Benois, Leon Bakst, Michel Larionov e Natalia Goncharova, Fernand Leger, George Braque, Pablo Picasso e Henri Matisse.
Grandes nomes de compositores como Claude Débussy, Igor Stravinsky, Maurice Ravel, Manuel de Falla e Eric Satie estiveram também envolvidos nesta companhia que mudou a estética da dança teatral não apenas na Europa (França e Alemanha) como também nos Estados Unidos.
Entre as principais coreografias estão: Petrushka, Les Sylphides (ou Chopiniana), Le Pavillion d'Armide, Le Carnaval, L'Oiseau de Feu, L'après Midi d'un Faune, Jeux, Le Sacre du Printemps, Scheherazade, Tricorne....
Quarta-feira, Maio 13, 2009
Eu vou, eu vou, pr'Angola em força eu vou, trá-lá-lá-lá
Publico o texto (e que texto!) como o recebi via e-mail. Para fazer propaganda? Sim, claro!!! A mais um ponto para o nosso país em franco progresso!!!!
Vale a pena clicarem nas fotos para aumentar, principalmente nesta primeira onde verão escrito: "102 residências estilo europeu". LOLLLLLLL

«O ponto de contacto diz o seguinte:
"No aguardo de um breve pronunciamento em virtude dos inumeros pedidos de reservas"Atenciosamente,
Luiz Carlos T.M.92......
Tao simpática esta maneira de anunciar...
Para quem esteja interessado/aPREÇOS:
Prezados clientes, boa tarde,
Para seu conhecimento,segue os preços e condições de pagamento do Empreendimento Paraiso Real que estamos vendendo em Talatona,
acompanhado de plantas e tipos de casas para uma melhor visualização. Caso queiram dar andamento na compra de uma unidade e
fazer reservas, favor contactar-me através de e-mail ou para agendarmos um horário de visita onde poderei levar um book
contendo todas as informações constantes neste e-mail . São 04 tipos de vivendas todas com 05 suítes + dependencias com uma variação
no preço em função da área total do terreno e Pavimentos.A casa A não tem opção de cave, porem as B, C e D possuem como podem
ver nas imágens anexas. O preço para pagamento parcelado em até 30 parcelas mensais, forneceremos quando da emissão da proposta.
PREÇOS:
Casa A com 3 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$2.787.000,00 (769,38M2) à US$3.056.000,00 (1.085,93M2).
Casa B com 2 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$3.038.507,00 (910,16M2) à US$3.380.861,00 (1.312,93M2).
Casa B com 3 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$3.917.676,00 (790,56M2) à US$4.611.089,00 (1.606,34M2).
Casa C com 2 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$3.303.683,00 (1.045.25M2) à US$3.785.607,00(1.612,22M2).
Casa C com 3 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$4.222.008,00 (1.041,68M2) à US$4.530.261,00(1.404,33M2).
Casa D com 2 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$3.431.908,00 (1.015,28M2) à US$3.813.354,00(1.464,04M2).
Casa D com 3 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$4.375.640,00 (1.021,40M2) à US$4.844.993,00(1.573,58M2).
No aguardo de um breve pronunciamento em virtude dos inumeros pedidos de reservas,
Atenciosamente,
Luiz Carlos
T.M.92.... »


Vale a pena clicarem nas fotos para aumentar, principalmente nesta primeira onde verão escrito: "102 residências estilo europeu". LOLLLLLLL

«O ponto de contacto diz o seguinte:
"No aguardo de um breve pronunciamento em virtude dos inumeros pedidos de reservas"Atenciosamente,
Luiz Carlos T.M.92......
Tao simpática esta maneira de anunciar...
Para quem esteja interessado/aPREÇOS:
Prezados clientes, boa tarde,
Para seu conhecimento,segue os preços e condições de pagamento do Empreendimento Paraiso Real que estamos vendendo em Talatona,
acompanhado de plantas e tipos de casas para uma melhor visualização. Caso queiram dar andamento na compra de uma unidade e
fazer reservas, favor contactar-me através de e-mail ou para agendarmos um horário de visita onde poderei levar um book
contendo todas as informações constantes neste e-mail . São 04 tipos de vivendas todas com 05 suítes + dependencias com uma variação
no preço em função da área total do terreno e Pavimentos.A casa A não tem opção de cave, porem as B, C e D possuem como podem
ver nas imágens anexas. O preço para pagamento parcelado em até 30 parcelas mensais, forneceremos quando da emissão da proposta.
PREÇOS:
Casa A com 3 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$2.787.000,00 (769,38M2) à US$3.056.000,00 (1.085,93M2).
Casa B com 2 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$3.038.507,00 (910,16M2) à US$3.380.861,00 (1.312,93M2).
Casa B com 3 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$3.917.676,00 (790,56M2) à US$4.611.089,00 (1.606,34M2).
Casa C com 2 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$3.303.683,00 (1.045.25M2) à US$3.785.607,00(1.612,22M2).
Casa C com 3 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$4.222.008,00 (1.041,68M2) à US$4.530.261,00(1.404,33M2).
Casa D com 2 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$3.431.908,00 (1.015,28M2) à US$3.813.354,00(1.464,04M2).
Casa D com 3 Pavimentos, o preço pronto pagamento varia de US$4.375.640,00 (1.021,40M2) à US$4.844.993,00(1.573,58M2).
No aguardo de um breve pronunciamento em virtude dos inumeros pedidos de reservas,
Atenciosamente,
Luiz Carlos
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Domingo, Maio 10, 2009
Quinta-feira, Maio 07, 2009
Quarta-feira, Abril 15, 2009
Quinta-feira, Abril 09, 2009
Sábado, Abril 04, 2009
Sem papas na língua
SINTO VERGONHA DE MIM
"Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre 'contestar',
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!
'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'."
Rui Barbosa
(Para quem pergunta: In, Obras Completas, v. 41, t. 3, 1914, p. 86)
"Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre 'contestar',
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!
'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'."
Rui Barbosa
(Para quem pergunta: In, Obras Completas, v. 41, t. 3, 1914, p. 86)
Segunda-feira, Março 23, 2009
A-Deus

Imagem daqui
E 'prontoS'... vamos voltar ao matete*.
Embora ainda cheirem as mãos a água 'benta'... hoje não é domingo e à tarde já se trabalha (que é o trabalho que dignifica o homem, pois então!).
* Papa de farinha de milho.
















